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Fertilização In Vitro

O QUE É FERTILIZAÇÃO IN VITRO?

A Fertilização in vitro (FIV) uma das técnicas mais eficazes utilizadas para tratamento de infertilidade, coloca-se o embrião no interior do útero. Este é produzido em laboratório reprodução assistida, na maioria das vezes com a estimulação ovariana e produção de alguns embriões, que podem ser transferidos individualmente para a mulher ou em maior número a depender da paciente.

Erroneamente é confundida com inseminação intrauterina (IIU), que é a colocação de espermatozoides no interior do útero.

COMO É FEITA A FERTILIZAÇÃO IN VITRO? - PASSO A PASSO

Uma vez indicada a FIV, como no caso de mulheres sem tubas, realiza-se o estudo do casal para ver se estão em ótimas condições para engravidar. A paciente recebe hormônios para que apareçam mais folículos ovarianos que produzem hormônios e óvulos que serão retirados, fertilizados em laboratórios para serem transferidos para o interior do útero via vaginal.

Dentre os diversos protocolos, que devem ser individualizados para cada paciente, o mais utilizado atualmente é o protocolo antagonista. A paciente tem que realizar todas sorologias exigidas pela Vigilância Sanitária e a clínica manterá uma cópia nos arquivos.

Passo a passo fertilização in vitro

Estimulação ovariana:

-Por volta do 20º dia do ciclo menstrual será realizada uma Ultrassonografia Transvaginal (USGTV) e fornecida a receita dos medicamentos a serem utilizados.

-A partir do 2 dia da menstruação inicia-se com as gonadotrofinas, que são medicações para estimulação ovariana. Esses hormônios provocam o crescimento folicular (local onde os óvulos se desenvolvem).

-Dosagens hormonais e ultrassonografia ajudam na monitorização da estimulação com a adequação da dose. Caso não haja resposta aos medicamentos ou se a resposta for além da esperada, o ciclo poderá ser suspenso, não gerando qualquer custo no laboratório de FIV, mas haverá o custo dos honorários médicos.

-Entre o 6º e 8º dia da estimulação será realizada ultrassonografia para verificar o tamanho dos folículos e determinado a data da utilização de um medicamento para evitar a ovulação precoce (antagonista).

-Quando os folículos atingirem de 17 a 19mm, interrompe-se as gonadotrofinas e no dia seguinte você utilizará o HCG, que faz a maturação final dos óvulos.

-Trinta e seis horas após a administração o HCG será realizada a captação de oócitos.

Captação dos óvulos:

Pacientes que estejam tomando anticoagulante devem parar de tomá-lo 24 horas antes da captação.

Para a realização da captação, é necessário jejum absoluto (inclusive água) de 8 horas e recomenda-se que o casal esteja em abstinência sexual de 2 a 5 dias, não obrigatório.A paciente deve estar acompanhada do companheiro para a coleta de sêmen.

A captação é realizada com sedação e repouso posterior, não sendo recomendado, portanto, realizar atividades que exijam concentração (como, por exemplo, dirigir) após o procedimento. Em casos raros os óvulos poderão não ter qualidade, estar ausentes apesar dos folículos estarem presentes. É importante que se compreenda que mesmo não tendo óvulos, a maior parte dos custos laboratoriais já ocorrera até este ponto.

A paciente poderá congelar todos os óvulos maduros para preservar a fertilidade ou coloca-los para fertilizar. A quantidade a ser fertilizada é decisão do casal.

Transferência embrionária:

O preparo para transferência começa com a administração de progesterona no dia da captação ou quando confirmada a fertilização, na dose de 400mg cada 12 horas, via vaginal. A transferência de embriões pode ocorrer de 2 a 6 dias após a coleta dos óvulos. A progesterona deverá ser administrada até o teste positivo de gravidez.

-A transferência é um procedimento sem anestesia e com repouso, não obrigatório, de 15 minutos. Quanto ao número de embriões a serem transferidos, fazem-se as seguintes determinações de acordo com a idade: a) mulheres até 35 anos: até 2 embriões; b) mulheres entre 36 e 39 anos: até 3 embriões; c) mulheres com 40 anos ou mais: até 4 embriões; d) nas situações de doação de óvulos e embriões, considera-se a idade da doadora no momento da coleta dos óvulos. Respeitados os limites, a decisão final da quantidade a ser transferida é do casal.

-O repouso nos dias após a transferência é relativo, recomendando-se evitar exageros físicos, manter-se calma. Não há consenso sobre abstinência sexual neste período.

Congelamento:

-Embriões não podem ser descartados antes de 3 anos. Portanto, caso haja excedentes, eles devem ser congelados ou mantidos em cultivo para evoluir à blastocisto (quinto dia). Os embriões podem ficar congelados por tempo indeterminado, mas há um custo da criopreservação. A paciente ainda tem a opção de doar os embriões para outro casal infértil (que arcará com os custos da criopreservação). Os embriões abandonados serão doados ou descartados.

-Duas semanas após a transferência será realizada uma dosagem quantitativa de BETA HCG. A taxa de gravidez é variável até mais de 50%, ou bem menos em casos de mal prognóstico.

-Uma semana após o resultado positivo do teste de gravidez já é possível realizar o ultrassom para a visualização do saco gestacional e, em mais uma semana, aparece o batimento cardíaco.

PRESERVAÇÃO DA FERTILIDADE E CONGELAMENTO DE EMBRIÕES

Preservação da fertilidade e congelamento de embriões

A preservação da fertilidade na mulher pode ser realizada congelando-se os embriões, óvulos ou tecido ovariano. Esta última ainda considera experimental. O congelamento de embriões há existe desde 1983, já com reconhecimento que era bem factível há anos. Mas, com aplicação prática mais reduzida, sendo utilizada principalmente em casais que se submetem a FIV e sobram embriões.

Indiretamente, preserva-se a fertilidade pois estes embriões poderão ser utilizados no futuro com o objetivo de obter gravidez com a transferência dos mesmos. A preservação da fertilidade utilizando-se embriões é pouco utilizada por questões pessoais como ausência de companheiro, separações, impossibilidade de descarte a qualquer tempo.

Desde 2005, as técnicas de congelamentos de óvulos melhoram muito com o advento da vitrificação. Assim, pode-se indicar a vitrificação para as mulheres jovens, principalmente com câncer de mama, seria a preservação da fertilidade com indicação oncológica. Assim, após a cura do câncer ela pode retornar à clínica para descongelar os óvulos, fazer o embrião e transferi-lo.

Por vezes, as pacientes ficam tão preocupadas com o câncer que não fazer o congelamento, realizam a quimioterapia pós cirurgia oncológica e danificam os ovários em definitivo. O ginecologista ou oncologista tem que orientar às pacientes sobre a possibilidade do congelamento dos óvulos e ela tem que procurar uma clínica especializada para maiores esclarecimentos e decidir pelo congelamento ou não. Uma vez que a paciente opta pela vitrificação dos óvulos, esta pode começar em qualquer fase do ciclo menstrual.

Para tanto, existem inúmeras estratégias e medicamentos para conseguir o máximo de óvulos possíveis com menos tempo. O ideal é ter-se de 15 a 20 óvulos para ter uma chance razoável de gestação com nascimento no futuro. É uma boa chance, mas não é certeza que ela conseguirá o sonho de ter um filho. Caso não consiga com seus óvulos, há possibilidade de receber óvulos de doadora anônima.

Tem aumentado o número de mulheres que procuram as clínicas de reprodução humana para vitrificar óvulos para utilização futura sem câncer, seria a preservação social da fertilidade. Isso somente foi possível graças à melhoria dos processos de congelamento, descongelamento de óvulos.

A técnica melhorou tanto que alguns trabalhos científicos demonstram que os resultados positivos com óvulos a fresco e congelado tem o mesmo resultado. Porém, em grandes casuísticas há um pequeno decréscimo com o material descongelado em termos de taxa de gravidez.

É fácil imaginar que alguns laboratórios congelam e descongelam melhor ou pior que outros. De qualquer forma, estes dados validam o método para preservar a fertilidade de jovens que desejam engravidar no futuro.

Os resultados são melhores quando congela-se óvulos de mulheres mais jovens, com 30 -35 anos. Porém, se congelar mais precocemente há a “desvantagem” de eventualmente não utilizar o material congelado, porque a mulher tem mais tempo de encontrar o parceiro de engravidar de maneira natural. Por outro lado, se a mulher tem mais idade os óvulos descongelados podem não ter qualidade para proporcionar uma gravidez.

Então, recomenda-se que a mulher congele precocemente se o desejo de ser mãe sempre foi muito grande ou se ela tem baixa reserva ovariana (poucos óvulos nos ovários) e tiver condições financeiras para arcar com os custos do processo de congelamento e a taxa de manutenção por anos.

Parece que a idade com melhor custo benefício para congelamento é aos 37 anos, porque ela terá melhores possibilidades de engravidar, pois conta com o material congelado e com a possibilidade de encontro do parceiro poderá ser contrabalanceada pela utilização dos óvulos congelados e com espermatozoides de doador.

Se uma mulher de 37 anos vitrificar os óvulos e planejar ter filho em 7 anos, a chance dela conseguir após tentativa naturais e tendo a possibilidade (aceitando) de utilização de sêmen de doador com descongelamento de óvulos preservados, é de 51%. Por outro lado, se ele não congelar e não aceitar sêmen de doador a possibilidade de gravidez cai para 3,9%. Estes dados, demonstram a importância da preservação social da fertilidade.

O congelamento de tecido ovariano e maturação in vitro de óvulos, são experimentais. Porém, poderá tornar-se em possibilidade concreta de preservar a fertilidade de maneira mais eficaz, pois haverá a possibilidade de ter muito mais óvulos. Num fragmento de ovário existem milhares de óvulos imaturos que poderiam desenvolver em meios de cultura, fora do organismo da mulher.

UNIÃO HOMOAFETIVA

União Homoafetiva

A legalização da união homoafetiva tem ajudado muitos casais a realizar o sonho de ter um filho. Quando são de duas mulheres (união homoafetiva feminina), os óvulos de uma podem ser fertilizados com espermatozóides de banco de sêmen que pode ter sêmen nacional ou importado. Os embriões formados podem ser transferidos para uma das duas mulheres do casal homoafetivo feminino.

Para tanto, é necessário constatar que são casadas ou em união estável. Realiza-se todas as etapas de um FIV e quando se tem os óvulos, fertiliza-os e transfere para o interior do útero da mulher dona dos óvulos, não se sendo nada diferente da realização da FIV em mulher que utiliza-se do bando de sêmen. Outra possibilidade é a transferência do embrião na outra companheira, que não cedeu os óvulos, mas vai gestar a criança. Nesta caso, a receptora tem seu útero preparado artificialmente para receber o embrião.

No caso de união homoafetiva masculina é um pouco mais complicado porque envolve uma mulher que vai ceder temporariamente o útero. A cedente temporária do útero deve pertencer à família de um dos parceiros em parentesco consanguíneo até o quarto grau (primeiro grau –mãe/filha; segundo grau –avó/irmã; terceiro grau –tia/sobrinha; quarto grau –prima). Demais casos estão sujeitos à autorização do Conselho Regional de Medicina. Não pode ter caráter comercial ou lucrativo. Assim, a mulher que vai engravidar não pode receber qualquer recompensa financeira.

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