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Quem Tem Mioma Pode Engravidar?

Quem Tem Mioma Pode Engravidar?

Postado em: 26 de junho de 2020

Atualizado por danijardim em 26 de junho de 2020

Corrigido por Luciana Semião – Embriologista LabFIV. O mioma é um pequeno tumor benigno que cresce nas paredes do útero. Na grande maioria dos casos, não costuma causar problemas, mas pode dificultar uma gravidez. Por isso, é muito comum mulheres levantarem dúvidas sobre se quem tem mioma pode engravidar. Nesse sentido, é muito importante para […]

Corrigido por Luciana Semião – Embriologista LabFIV. O mioma é um pequeno tumor benigno que cresce nas paredes do útero. Na grande maioria dos casos, não costuma causar problemas, mas pode dificultar uma gravidez. Por isso, é muito comum mulheres levantarem dúvidas sobre se quem tem mioma pode engravidar.

Nesse sentido, é muito importante para quem tem a condição se informar sobre os seus efeitos na gravidez, principalmente quando ainda se planeja ter filhos no futuro. Os miomas uterinos costumam acometer cerca de 80% das mulheres pertencentes à faixa etária entre os 30 aos 50 anos da idade. 

Portanto, se você tem essa idade e ainda deseja engravidar, o ideal é fazer um acompanhamento médico com um especialista antes de começar o planejamento da gravidez para garantir o diagnóstico seguro e um possível tratamento, se for o caso.

Normalmente, o mioma se forma a partir de uma célula muscular uterina que se divide de forma constante e rapidamente, formando uma estrutura nodular diferente dos demais tecidos presentes no útero. 

O seu tamanho pode variar a cada organismo feminino, dependendo de fatores externos que promovem o seu crescimento ou a estabilização do seu tamanho. Em geral, quem tem mioma pode engravidar, porém o processo pode ser mais lento.

Por isso, a preocupação entre mulheres portadoras dessa alteração que desejam engravidar é grande. Sendo assim, vamos explicar abaixo o que é, como se forma o mioma, e qual a sua relação com a fertilidade, além dos possíveis tratamentos.

Confira!

O que é Mioma Uterino?

esquema mostrando miomas e útero

Miomas são fibromas uterinos.

De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), os miomas acometem cerca de 80% das mulheres em idade reprodutiva (a partir dos 30 aos 50 anos). 

Miomas também são chamados de fibromas, e são pequenos tumores benignos que se desenvolvem na musculatura do útero. 

Embora ainda não se sabe a causa do problema, esses nódulos costumam estar relacionados à um desequilíbrio na produção hormonal de estrógeno e progesterona, além de possíveis mudanças genéticas que predispõem ao surgimento deles.

Principais sintomas 

Os miomas uterinos podem provocar alguns sintomas que podem ou não impactar diretamente na qualidade de vida da mulher, como por exemplo:

  • Aumento do fluxo menstrual, mais abundante e duradouro (prolongado), com a presença de coágulos sanguíneos;
  • Dores e incômodos na região pélvica;
  • Dores durante as relações sexuais; 
  • Cólicas intensas;
  • Inchaço abdominal;
  • Dificuldade em esvaziar a bexiga ou constipação intestinal crônica;
  • Sensação de peso no baixo ventre; 
  • Aumento na frequência urinária;
  • Anemia em decorrência do fluxo abundante;
  • Dificuldade para engravidar ou infertilidade.

No entanto, mesmo apresentando alguns desses sintomas, muitas mulheres não conseguem identificar ou relacioná-los ao mioma rapidamente, visto que são sintomas menstruais comuns. Assim, a presença de miomas é considerada uma condição silenciosa e muito comum.

Principais tipos de miomas

Há vários tipos de miomas uterinos.

Há vários tipos de miomas uterinos.

Dependendo da sua localização no útero, os miomas podem ser divididos em categorias diferentes, como a seguir:

  • miomas submucosos: formam-se do lado de dentro da cavidade uterina;
  • miomas intramurais: desenvolvem-se dentro da parede do útero;
  • miomas subserosos: instalam-se na parte externa do útero;
  • miomas pediculados: ficam fixados na parede externa do útero, pendurados pelo lado de fora.

Os miomas submucosos e intramurais podem promover uma redução na fertilidade feminina por dificultarem o processo de implantação do embrião no interior da cavidade uterina. 

Já os miomas subserosos e pediculados, por estarem fixados na parte mais externa do útero, geralmente são assintomáticos e não interferem na gestação. 

No entanto, independente do diagnóstico do tipo de mioma, a mulher pode engravidar, mas deverá seguir os tratamentos indicados pelo médico ginecologista à risca durante a gravidez.

Afinal, quem tem mioma pode engravidar?

Quem tem mioma pode engravidar, mas as chances podem ser menores dependendo do tipo.

Quem tem mioma pode engravidar, mas as chances podem ser menores dependendo do tipo.

Como dissemos, dependendo da localização, o mioma pode diminuir as chances de uma gravidez. Enquanto mulheres diagnosticadas com miomas subserosos e pediculados podem engravidar, sem sofrer grandes consequências, pois raramente eles causarão alterações de fertilidade. Os miomas submucosos e intramurais podem afetar a fertilidade ou causar alguns problemas na gestação.

O mioma intramural, por exemplo, localizado dentro da parede uterina, pode diminuir a fertilidade ao alterar o formato da cavidade uterina, dependendo do tamanho dos nódulos. Além disso, caso atinja a cavidade uterina, ele é chamado de transmural.

Já se a protuberância do mioma intramural estiver próxima à área de implantação do embrião, ele pode causar o descolamento da placenta durante a gestação.

Já em casos de miomas submucosos, por se desenvolverem do lado de dentro da cavidade uterina, eles podem causar abortos repetitivos ou partos prematuros. Além de impedirem a chegada dos espermatozoides nas trompas, afetando diretamente a fertilidade.

Por outro lado, através do diagnóstico prematuro e tratamento correto com o acompanhamento de um especialista é possível que quem tem mioma possa engravidar. Afinal, apesar dos problemas mencionados, apenas 5% a 10% das mulheres com qualquer tipo de mioma terão como consequencia a infertilidade.

Possíveis tratamentos para miomas

Há vários tratamento disponíveis para quem tem mioma.

Há vários tratamento disponíveis para quem tem mioma.

O tratamento do mioma deve ser individual, variando de acordo com cada paciente e a sua localização no útero. Embora na maioria dos casos, o mioma não impeça a gravidez, após mais de um ano de tentativas mal sucedidas, recomenda-se buscar a ajuda de um especialista em fertilidade.

Após um diagnóstico preciso, o médico indicará o tratamento mais adequado para cada caso, passando recomendações específicas. Os tratamentos podem ser feitos antes ou durante a gestação, dependendo da gravidade. No entanto, durante a gestação o tratamento será indicado apenas repouso e uso de medicamentos analgésicos (como o paracetamol ou a dipirona).

Já antes de engravidar, o tratamento pode ser feito com suplementos de vitaminas e ferro para evitar a anemia e repor as perdas ocorridas pelo sangramento menstrual abundante.

Neste caso, são usados métodos anticoncepcionais para equilibrar os níveis hormonais ou a indicação de cirurgias para retirada dos miomas. Caso a retirada cirúrgica do mioma não possível ou outros tratamentos, a fertilização in vitro se torna uma opção a ser considerada.

Além disso, quando a paciente possui múltiplos miomas e já foi submetida a procedimentos mal sucedidos, a probabilidade do embrião fixar no útero é muito pequena. Por isso, em situações como essa outras alternativas deverão ser consideradas, como o útero de substituição.

Em casos mais graves, nem sempre é possível preservar o útero, sendo recomendada a sua total remoção. Por outro lado, soluções menos agressivas têm ganhado mais espaço em clínicas especializadas.

Miomectomia

Essa é uma cirurgia para retirada do mioma uterino, com tipos diferentes de intervenção, embora todos os procedimentos trabalhem na remoção dos miomas preservando o útero e resgatando a fertilidade.

  • Miomectomia histeroscópica: mais indicada para miomas localizados no interior do útero (submucosos), sendo feita por meio de uma videohisteroscopia cirúrgica;
  • Miomectomia laparoscópica: método pouco invasivo, através de pequenas incisões de poucos centímetros no abdômen, mais utilizada em miomas menores e em pequena quantidade;
  • Miomectomia robótica: laparoscopia com o auxílio de um robô, que permite uma maior precisão na manipulação e retirada dos miomas, favorecendo o tratamento de casos mais complexos por vias minimamente invasivas;
  • Miomectomia por laparotomia: tipo de intervenção cirúrgica mais tradicional, através de corte semelhante à cesariana, em casos bem mais complexos de miomas muito grandes e/ou muito numerosos.

Embolização das artérias uterinas

Procedimento que interrompe o fluxo sanguíneo que alimenta o nódulo e promove o seu crescimento, acarretando na sua isquemia e degeneração, até a sua morte e reabsorção pelo próprio organismo. São mais frequentes em casos de miomas subserosos e pediculados.

Tratamentos medicamentosos

Nestes casos,o ginecologista prescreve analgésicos ou anti-inflamatórios para reduzir os sintomas de dor e desconfortos causados pela presença dos miomas. Em alguns casos, também são indicados o uso de algum método anticoncepcional hormonal para evitar o crescimento do nódulo, como o DIU hormonal ou da pílula anticoncepcional de uso contínuo.

Por fim, há de se concluir que quem tem mioma pode engravidar, desde que façam o devido acompanhamento médico, seguindo todas as recomendações prescritas pelo especialista. Dessa forma, a gestação deverá ser monitorada e os riscos serão minimizados com os tratamentos indicados por ele.    

Fatos importantes relacionados aos miomas e a gravidez

Quem tem mioma pode engravidar, mas deve acompanhar essa gravidez de perto.

Quem tem mioma pode engravidar, mas deve acompanhar essa gravidez de perto.

Já vimos que, embora comuns, alguns tipos de miomas podem gerar complicações que podem afetar o processo da gravidez ou a própria gestação. Mas em muito casos a  mulher diagnosticada com mioma pode engravidar. 

Além disso, o mioma uterino é responsável por apenas 3% dos casos de infertilidade. Mesmo assim, há fatos importantes relacionados ao assunto que devemos considerar, veja abaixo:

1. Nem todos os miomas causam infertilidade:

Como já dissemos acima, apenas os miomas submucosos e intramurais podem afetar o processo de gestação. Miomas subserosos ou miomas intramurais que não deformam o órgão, como causar o abaulamento na cavidade endometrial, não costumam causar infertilidade conjugal.

2. Miomas podem não apresentar sintomas:

Muitas mulheres não sabem que são portadoras de miomas e só ficam sabendo da condição durante a gestação, pois são assintomáticos ou possuem sintomas semelhantes ao período menstrual. Por isso, é importante realizar os exames ginecológicos regularmente.

3. Exames ginecológicos de rotina são importantes:

Como podem ser assintomáticos, os miomas podem só ser identificados em exames ginecológicos de rotina. Como por exemplo, a ultrassonografia pélvica transvaginal pode identificar 80% dos casos de miomas uterinos, auxiliando na detecção precoce da condição e indicação de um tratamento adequado antes da gravidez.

4. Diagnósticos precoces são mais favoráveis:

Quanto mais precoce for o diagnóstico ao identificar o tipo de mioma, mais as chances de infertilidade e de alterações anatômicas na cavidade uterina são diminuídas, além de possíveis incômodos durante o ciclo menstrual da mulher serem evitados.

5. Nem toda mulher com mioma deve recorrer à Reprodução Assistida:

Nem todas as mulheres que possuem miomas uterinos vão precisar se submeter a tratamentos para engravidar. isso porque, na maioria dos casos, os nódulos são pequenos e não interferem no processo da gravidez.

6. Há casos que exigem cirurgia:

Casos mais graves, dependendo do tamanho e da localização dos miomas, podem exigir procedimentos cirúrgicos, a fim de retirá-los. Por outro lado, o tratamento cirúrgico é extremamente efetivo e tem baixo potencial de complicações.

7. Deve-se ficar atenta aos sinais de degeneração miomatosa:

Durante a gestação, o mioma pode sofrer um processo de isquemia, pela falta de oxigenação tecidual (degeneração miomatosa), podendo causar com isso sangramentos, dores ou cólicas abdominais intensas.

8. Miomas podem interferir na gestação:

Embora na maioria dos casos não interferirem na fertilidade, quem possui miomas está mais suscetível a sofrer abortos espontâneos nos três primeiros meses do período gestacional. Além disso, a presença do mioma uterino aumenta os riscos de parto prematuro e descolamento de placenta.

9. Miomas podem antecipar o parto:

Como vimos acima, o mioma pode influenciar no risco de um parto prematuro.

10. Miomas podem causar descolamento da placenta:

A condição acontece principalmente em casos de mioma localizado próximo à inserção placentária. Nesses casos, a realização de um acompanhamento pré-natal de alto risco é fundamental. A gestante deve fazer repouso e seguir todas as recomendações médicas.