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Ovário Micropolicísticos

Ovário Micropolicísticos

Postado em: 17 de agosto de 2018

Atualizado por Matheus em 4 de março de 2019

A ocorrência do ovário micropolicístico é mais comum do que se imagina. Cerca de 20% das mulheres apresentam a condição, que ocorre devido a alterações hormonais. Um cisto ovariano nada mais é do que uma bolsa cheia de fluido. Existem várias pequenas destas bolsas, de alguns mm dentro do ovário. Apesar de causar certo receio, […]

A ocorrência do ovário micropolicístico é mais comum do que se imagina. Cerca de 20% das mulheres apresentam a condição, que ocorre devido a alterações hormonais.

Um cisto ovariano nada mais é do que uma bolsa cheia de fluido. Existem várias pequenas destas bolsas, de alguns mm dentro do ovário. Apesar de causar certo receio, nem sempre esses cistos ovarianos pequenos são um problema: a mulher pode não apresentar nenhum sintoma ou alteração significativa. Isso significa que ter ovário micropolicístico não é o mesmo que sofrer da Síndrome do Ovário Policístico (SOP). A síndrome em si apresenta muitos sintomas e reflexos no corpo feminino.

Vejamos como os cistos se formam: primeiro, a hipófise, que regula a produção hormonal, altera seu funcionamento. Estimulada, ela faz a liberação exagerada de hormônios andrógenos no corpo feminino. Ou seja, de hormônios masculinos, como a testosterona.

Com mais hormônios masculinos no corpo, a mulher tem sua ovulação prejudicada. A ovulação é o processo no qual, mensalmente, um ou mais óvulos são amadurecidos e liberados para fecundação. Neste caso, o gameta feminino não sofre o amadurecimento correto. O resultado é a criação de um folículo ruim e um óvulo de má qualidade. A estrutura ovariana fica modificada com vários pequenos cistos (ovários micropolicísticos).

Se ocorre a formação de cistos e excesso de hormônios andrógenos no organismo, a mulher pode, então, desenvolver a SOP.  É preciso ainda que haja alteração nos hormônios que comandam o ciclo menstrual, como a progesterona, estrogênio, LH e FSH. As mudanças vão impedir a formação e liberação de óvulos saudáveis, e assim prejudicar a fertilidade feminina.

Quais são os sintomas?

A presença do ovário micropolicístico pode ou não causar sintomas. A ocorrência ou não ovulação é de extrema importância na determinação dos sintomas.

Para começar, a mulher que possui ovários micropolicisticos pode ter alterações no ciclo menstrual. Antes regular, o período agora se apresenta mais ou menos espaçado.

Por vezes, também pode ocorrer a ausência da menstruação, uma vez que são três fases deste ciclo: a menstruação, a fase folicular e a lútea. Se o folículo não é maturado e liberado, as fases não se completam, e não “retornam” a menstruação. Logo, as mulheres podem ficar meses e meses sem menstruar.

Outro sintoma bastante indicativo do problema é o surgimento da acne. Isso ocorre porque as alterações hormonais levam à oleosidade excessiva da pele. Com a oleosidade, as espinhas encontram um ambiente “propício” para crescer.

Algumas mulheres também apresentam mudanças na voz. Geralmente, sua entonação torna-se mais grave, algo relacionado ao aumento da testosterona no organismo feminino. Pelo mesmo motivo, é habitual surgirem pelos mais grossos e em excesso. Principalmente nas pernas, axilas e buço.

Ovário micropolicístico engorda?

 

 

Diversos pacientes com ovário micropolicístico acabam por apresentar aumento de peso. Ou então têm maior dificuldade em emagrecer. Essas situações, no entanto, não são propriamente reflexo dos cistos, mas sim das modificações que os cistos provocam no hormonal da mulher.

Quando a mulher tem a Síndrome do Ovário Policístico, pode desenvolver também resistência à insulina. Isso, primeiro, leva à subutilização de açúcar no sangue. Ou seja, o açúcar passa a se acumular no organismo, e nem mesmo é utilizado para a produção de energia.

Sem a energia da insulina, o corpo busca outra fonte. Assim, induz a fome ao indivíduo, obrigando-o a consumir grandes quantidades de alimentos. O objetivo é receber nova leva de nutrientes, e açúcar, para a produção da energia.

Assim, a paciente acaba por ganhar peso. Tanto porque come mais do que o ideal, como porque o corpo não consegue queimar esse excesso de alimento. Mesmo com a prática de atividades físicas, a perda de peso se torna bem mais difícil que o comum. Além da falta de energia e ganho de peso, a mulher com SOP fica igualmente mais sujeita ao desenvolvimento à diabetes tipo 2, obesidade, e a doenças do coração.

Ovário policístico causa dor?

A dor não é sintoma básico do ovário micropolicístico ou da Síndrome dos Ovários Policísticos. Ela, no entanto, pode ocorrer.  As situações de dor são ainda mais recorrentes durante o ciclo menstrual, relacionadas à ovulação. O sintoma é chamado de dismenorreia à dor pélvica, e é vivenciada por aproximadamente 50% das mulheres em idade fértil e está mais relacionada à endometriose.

Como a dor pode ser resultado da presença de cistos grandes e não de microcistos, é fundamental que a mulher busque auxílio médico. Apenas exames específicos poderão diagnosticar os cistos.

Existem também os chamados “cistos de chocolate”.Cistos deste tipo, também chamados de endometrioma, podem causar grandes “pontadas” de dor. Isso uma vez que os cistos liberam a prostaglandina, substância que  provoca contrações intensas nos músculos do útero.

Se um cisto se rompe, independentemente de seu tipo, pode produzir dor aguda e intensa. É um evento raro em pacientes com ovários micropolicísticos.  É mais comum que ocorra com cistos maiores

Há também situações em que o ovário com cisto torce-se. A mulher percebe uma dor intensa e repentina. Associada ao sintoma, apresenta também náuseas e vômitos. Aqui, é essencial procurar o médico imediatamente, pois a torção ovariana bloqueia o fluxo de sangue no órgão. Isso pode causar a necrose do tecido e demandar a retirada do útero.

Ovários micropolicísticos e policísticos: diferença

 

 

Apesar de terem nomes bastante semelhantes, ovários micropolicísticos e policísticos não são a mesma coisa. Toda mulher que possui a Síndrome dos Ovários Policísticos tem ovários micropolicísticos, mas o contrário não necessariamente ocorre. Ou seja, a mulher com os ovários micropolicísticos pode não desenvolver SOP.

Para que haja a presença da SOP, a mulher deve apresentar três características. A primeira delas é o hiperandrogenismo, que diz respeito ao aumento de hormônios masculinos no organismo. Este aumento pode ser percebido pelo surgimento exagerado de acnes no rosto, ou de pelos em locais atípicos.

A mulher com SOP apresenta, ao mesmo tempo, ciclos anovulatórios. Quer dizer, ciclos menstruais em que nenhum óvulo é liberado para fecundação pelos espermatozoides. Por fim, o diagnóstico demanda uma imagem sugestiva de ovários micropolicísticos, percebida por ultrassonografia. A mulher deve ter pelo menos 2 dos 3 diagnósticos (pouca ou ausência de ovulação, hormônios masculinos aumentados, ovários policísticos)  para ser considerada como paciente com SOP ( critérios diagnósticos da síndrome dos ovários policísticos (SOP) conhecido com critérios de  Rotterdam. É importante procurar excluir outras causas de excesso de hormônios masculinos na mulher com suspeita de sindrome de ovários policísticos.

Veja aqui tudo sobre: Síndrome do Ovário Policístico (SOP)

Quem tem ovário micropolicístico pode engravidar?

A mulher que possui ovário micropolicístico tem maior dificuldade em engravidar, mas não fica impedida de conceber. É importante, porém, realizar a concepção apenas após a consulta médica. O especialista poderá verificar a real gravidade do problema e indicar tratamento que torne a gravidez segura para mãe e bebê.

Um casal costuma demorar até 12 meses para conseguir atingir a concepção. Após este período de tentativas, é indicado que ambos procurem o especialista, para avaliação de sua fertilidade. Caso a mulher tenha mais de 35 anos, esse tempo de tentativas deve ser de apenas seis meses. Se tiver menstruações espadadas ou irregulares, deve ir ao especialista sem esperar este tempo para não atrasar o sonho de ter um filho

Quando a mulher desenvolve ovário micropolicísticos, fica com bastante folículos pequenos que não são liberados. Logo, a mulher não libera nenhum gameta para fecundação.

Ademais, a mulher com a condição tende a apresentar ciclo menstrual irregular, geralmente fica com a menstruação com intervalos maiores, cada 2-3 meses. A ovulação poderá ocorrer de forma esporádica, diminuindo as chances de gravidez.  

Diagnóstico dos ovários micropolicísticos

A mulher também deve apresentar ao médico os sintomas percebidos recentemente. As informações são importantes ao diagnóstico e indicação do tratamento. Deverá relatar como é seu padrão menstrual, se está aumentando os pêlos, se tem notado aparecimento de acne ou ganho de peso. Estes são sintomas e sinais que podem ajudar no diagnóstico da síndrome dos ovários micropolicísticos.

Na consulta, a mulher também deve passar por exame físico. Por meio dele, o médico pode verificar o aumento dos ovários e qualquer outra alteração no sistema reprodutor da mulher.

Para o diagnóstico da presença de cistos no ovário, a mulher passa por dois exames principais. O primeiro é o exame de imagem, geralmente uma ultrassom, que permite ao especialista visualizar os cistos. Quando a doença evolui, o ovário costuma apresentar até o dobro do volume, podendo chegar a nove centímetros cúbicos. Afinal, os cistos permanecem em seu interior e apresentam uma distribuição característica ao ultrassom.

Além da ultrassonografia dos ovários, o médico solicitará diversos exames para avaliar os androgênios (hormônios masculinos) e excluir outras doenças que podem ser confundidas com a síndrome dos ovários micropolicísticos.

Ovário micropolicístico tem cura?

 

 

O ovário micropolicístico ou a SOP não podem ser considerados problemas curáveis. Isso porque, mesmo que tenha seus sintomas controlados, e os cistos eliminados, a mulher pode voltar a sofrer do mesmo problema se não tiver acompanhamento ginecológico.

Por isso, os tratamentos indicados consistem no controle do problema, manter hormônios dentro da normalidade e evitar a obesidade, que é uma causa importante de infertilidade.

Ovário policístico: cirurgia

O tratamento para ovário micropolicístico varia de acordo com os sintomas apresentados pela mulher, assim como pela sua gravidade. Quando o problema se apresenta apenas por alterações do ciclo menstrual, por exemplo, é indicado o uso de pílula anticoncepcional. O medicamento consegue diminuir a produção da testosterona e regular o nível de hormônios femininos. O mesmo tratamento pode servir ainda para eliminar as acnes faciais excessivas.

Já o tratamento para crescimento excessivo de pelos consiste no uso de medicamentos para diminuir os hormônios masculinos. Ou mesmo das pílulas anticoncepcionais. Ambas as alternativas vão contribuir para diminuição do hormônio masculino no corpo da mulher.

Se o objetivo é engravidar, a mulher pode fazer a utilização de um medicamento que estimule sua ovulação. Como as síndromes dificultam exatamente este quesito, induzir a liberação do óvulo pode facilitar a concepção. Neste caso, é comum o uso de remédios como o Clomifeno. Logicamente, sempre sob acompanhamento médico que fará o controle ultrassonográfico para evitar a gravidez múltipla, um grande risco à prematuridade. Os melhores resultados em termos gravidez são obtidos com medicamentos injetáveis, mas geralmente são utilizados por médicos com mais conhecimentos dentro a infertilidade.

Os tratamentos clínicos geralmente são suficientes para conseguir a gravidez de modo natural, ou com a indução da ovulação.  Algumas vezes há necessidade de recorrer-se à reprodução assistida.

Finalmente, há a indicação pela cirurgia. Como é um tratamento invasivo, porém, o método só é indicado para casos mais graves. É procedimento de exceção, pelo risco de dano ao ovários e aparecimento de aderências.  

Importante ainda manter uma dieta balanceada e realizar atividade física regular. As práticas melhoram a saúde como um todo, e podem ajudar a diminuir os sintomas.

Ovário micropolicístico: tratamento natural

É possível, ao mesmo tempo, tratar o ovário micropolicístico naturalmente. O que não significa, no entanto, que as alternativas naturais devem substituir a visita ao médico. Pelo contrário: elas devem complementar o tratamento por um especialista, e com a aprovação dele.

O poder dos chás para ovários policísticos

A medicina está muito desenvolvida em parte graças a conhecimentos advindos de crenças populares que determinada planta ou chá teria um efeito benéfico. Assim, estes foram pesquisados, surgindo os medicamentos após testes terapêuticos rigorosos. Assim, a ingestão de chás podem ajudar.  De qualquer modo, é essencial conversar com seu médico sobre o uso das alternativas naturais.

Melhor anticoncepcional para ovários policísticos

Como citado anteriormente, os anticoncepcionais podem ser utilizados por muitos anos para o tratamento da síndrome dos ovários micropolicísticos.. Afinal de contas, eles têm o poder de controlar os hormônios do corpo feminino. É importante o acompanhamento do ginecologista para que  ele normalize os hormônios para que a mulher não sofra as consequências como a dificuldade de engravidar ou, até mesmo o câncer de útero, que pode ocorrer após anos de exposição da mulher a exposição inadequada de hormônios.