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Porque não consigo engravidar?

Porque não consigo engravidar?

Postado em: 1 de junho de 2018

Atualizado por Matheus em 4 de março de 2019

“Doutor, não consigo engravidar! O que está acontecendo?”. Frases desse tipo não são incomuns no consultório de um ginecologista. Afinal, após certo tempo de tentativas, a mulher costuma ficar preocupada em relação à sua fertilidade. A preocupação exagerada, no entanto, não precisa acontecer. As estatísticas mostram que, até os 35 anos, a mulher pode demorar […]

“Doutor, não consigo engravidar! O que está acontecendo?”. Frases desse tipo não são incomuns no consultório de um ginecologista. Afinal, após certo tempo de tentativas, a mulher costuma ficar preocupada em relação à sua fertilidade.

A preocupação exagerada, no entanto, não precisa acontecer. As estatísticas mostram que, até os 35 anos, a mulher pode demorar até 12 meses de tentativas para conseguir a concepção. Isso porque o casal só tem 20% de chance de gravidez a cada mês. Afinal, a gestação só pode ser iniciada no período fértil da mulher, que se limita a poucos dias mensais. Mas, se há suspeita de que o casal já tenha algum problema que justifique a infertilidade, como menstruações irregulares ou infecções, deve-se procurar o especialistas antes de ser tarde demais. Outra possibilidade de procurar o ginecologista o quanto antes é quando suspeita-se de que a mulher tem poucos óvulos.

O período fértil da mulher

O período fértil da mulher
O período fértil de uma mulher é caracterizado pela disponibilidade do óvulo para fecundação. O óvulo é a célula reprodutora feminina, liberada mensalmente pelo ovário. Os gametas são desenvolvidos a partir dos ovócitos, que já nascem com a mulher.

Este processo se inicia com a puberdade. A partir dela, o ovário começa a amadurecer mensalmente um ou mais ovócitos. Maduras, as células se transformam em óvulos e são liberadas para as tubas uterinas. Lá, elas ficam aguardando um espermatozóide, que deverá fecundá-lo. Caso isso ocorra, dá-se origem a um zigoto, que vai desenvolver um embrião e gerar o feto.
Caso o óvulo não seja fecundado, ele será eliminado pelo corpo. O endométrio (camada interna do útero) que estava pronto para receber o óvulos fecundado (embrião) descama formando a menstruação.

Até seus 35 anos, a maioria das mulheres tem período fértil normal. Por isso, só apenas 12 meses de tentativas é indicado buscar um médico. Para as que tem mais de 35 anos, o tempo de busca pela concepção pode ser de apenas 6 meses antes da procura por um especialista. Afinal de contas, a partir dessa idade sua fertilidade começa a diminuir.

Causas da infertilidade

Os motivos que levam à dificuldade em engravidar são diversos. Como citado anteriormente, a idade avançada é uma delas, já que diminui a fertilidade da mulher. Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s) também podem levar à infertilidade, assim como o estresse.

O estresse afeta a fertilidade do casal que está em busca de um herdeiro. Isso porque, a sensação de ansiedade e pressão influenciam no modo como os hormônios são produzidos e utilizados no corpo. Os óvulos da mulher são liberados pela ação de hormônios, assim como os espermatozoides masculinos. Logo, se não houver consistência no trabalho dessas substâncias, o processo de concepção fica prejudicado.

Outra causa muito comum da dificuldade são alterações no sistema reprodutor feminino. Os problemas, nesse caso, são os mais diversos. Há, por exemplo, a possibilidade de ocorrência da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). A SOP é provocada por um desequilíbrio hormonal. Nela, a mulher percebe a irregularidade de seu ciclo menstrual e da sua ovulação.
Já a endometriose é uma doença que acontece por implantação de tecido semelhante ao endométrio (camada interna do útero) fora do útero. Este tecido libera substâncias e provocam aderências em locais próximo do útero, causado a infertilidade.

Do mesmo modo, alterações na tireoide dificultam a gravidez. A glândula tireoide é uma das principais do corpo a produzir uma série de hormônios. Quando afetadas, a glândula provoca um desequilíbrio hormonal. Em consequência, os ovários têm dificuldade em liberar os óvulos, prejudicando também a concepção.

Infertilidade masculina

A dificuldade em conceber não ocorre apenas devido a fatores femininos. Segundo pesquisas, em 30% dos casos, a infertilidade do casal tem causas masculinas. Ou seja, o corpo do homem é quem apresenta dificuldades em fecundar o óvulo.

Uma série de condições pode levar a essa dificuldade. A primeira ocorre quando o homem não consegue produzir a quantidade adequada de espermatozoides. Aqui, o sêmen fica “pobre” de gametas masculinos, o que vai tornar a natação dos espermatozoides até o óvulo mais complicada.

Também podem acontecer situações como a dificuldade do homem em ejacular, ou em produzir espermatozóides com boa mobilidade.
Em 10% dos casos da infertilidade do casal, o problema não tem causa definida. Ou seja, ocorre a chamada Infertilidade Sem Causa Aparente (ISCA). Nesses casos, ao invés do tratamento do problema, costuma ser indicada alguma técnica de reprodução assistida para a concepção.

Não consigo engravidar: o que faço?

Não consigo engravidar: o que faço?
Se você disser ao seu médico “não consigo engravidar”, ele provavelmente irá te responder “Vamos ver se você tem todas as condições para engravidar ”. Afinal, para garantir uma gestação saudável para mãe e bebê, é fundamental preparar o corpo da mulher para concepção.

Por esse motivo, você deve procurar seu médico logo que tomar a decisão pela gravidez. No consultório, o especialista poderá avaliar sua saúde como um todo, atestando sua segurança em gerar um bebê. Isso significa, por exemplo, que será avaliada a existência de doenças em seu organismo. Caso problemas estejam presentes, é importante saná-los antes da concepção.

Exames também podem indicar qualquer tipo de alteração em seu aparelho reprodutor. Caso já descobertas neste momento, as condições podem ser tratadas antes mesmo do início das tentativas de concepção.

Além disso, o especialista poderá indicar uma série de suplementos, que vão favorecer todo o processo de gestação.

Dentre todos, o nutriente mais importante para a concepção é o ácido fólico. Encontrado em alimentos de folhas verde escuras, o produto está disponível em cápsulas “potentes”. A substância protege o bebê de malformações genéticas.

Essas substâncias estão disponíveis numa série de alimentos. Seu consumo por remédios, no entanto, facilita a absorção dos nutrientes pelo organismo. É essencial, porém, que o consumo desses suplementos só seja realizado com a devida prescrição médica.

É interessante, aliás, que o homem também passe por avaliação médica. Afinal, ele também será responsável pela gravidez. Garantir sua saúde aumenta as chances de fecundação do óvulo, como desejado.

Cuide bem da sua saúde!

Outra recomendação do seu médico especialista será pela adoção de uma dieta saudável. Quando o corpo está alimentado de nutrientes, trabalha ainda melhor em cada um dos seus sistemas. Incluindo os sistemas hormonal e reprodutor, os mais importantes no processo de concepção.
Dessa forma, é fundamental manter dieta rica em vitaminas E, A, C e D e nos nutrientes já citados. O consumo de proteína, ovos, verduras, frutas, soja, leite e derivado auxilia muito no trabalho do organismo, aumentando a possibilidade de concepção do casal.

Ao mesmo tempo, homem e mulher devem evitar o consumo de produtos maléficos ao organismo. Como bebidas alcoólicas, cigarros, cafeína em excesso e remédios sem prescrição médica. Tal qual as drogas, que tem péssimos efeitos sobre o organismo. Cada uma dessas substâncias pode interferir diretamente na ovulação feminina e na produção dos espermatozoides, no homem.
Para alcançar a concepção, é igualmente benéfico manter a prática regular de exercícios físicos. O esporte promove a liberação de uma série de substâncias benéficas ao corpo. Primeiro, isso auxilia no relaxamento do casal – algo essencial, uma vez que o estresse pode dificultar a gravidez. Simultaneamente, o exercício físico promove a melhor circulação sanguínea do organismo. Considerando que o sangue é quem leva nutrientes e oxigênio a todas as células do corpo, o funcionamento de todo ele é potencializado.

Sexo e período fértil

Como explicado anteriormente, um casal só consegue engravidar durante o período fértil da mulher. Esse período é definido pela disponibilidade do óvulo em ser fecundado. Logo, é importante que a mulher conheça seu período fértil, para que possa “programar” o melhor momento de praticar relações sexuais.
Para acompanhar o ciclo, uma boa opção é pelo uso da chamada “tabelinha”. Ela auxilia na percepção do dia de ovulação da mulher. Funciona assim: quando possui período regular, a mulher tem 28 dias de intervalo entre uma menstruação e outra. Neste caso, o 14º desse ciclo geralmente é o da ovulação, ou seja, o dia em que o óvulo é liberado pelo ovário.
Dessa forma, a mulher e seu parceiro podem intensificar a atividade sexual três dias antes, e três dias depois do dia de ovulação. Isso vai aumentar a possibilidade de com concepção, uma vez que o óvulo pode ser liberado pouco antes, ou pouco depois do previsto.

Entretanto, quando há o desejo de gravidez é importante que o casal “se dedique”. Ou seja, a prática sexual deve ser contínua. Mas é importante que o coito não seja tomado como uma “obrigação”. A ansiedade durante o sexo poderá provocar as alterações hormonais já citadas, e assim prejudicar a fecundação do gameta feminino.
Após a relação, é interessante ainda permanecer deitada, à semelhança do que se faz quando faz-se os procedimentos de reprodução assistida. O tempo adequado é de pelo menos 15 minutos. Ainda assim, indica o mesmo para o método “natural” de concepção.

Cuidados durante a relação sexual

Apesar de haverem mitos de que uma posição sexual poderia favorecer a concepção, a ciência refuta-os completamente. Não há indicações que um modo específico de praticar o coito dê resultados mais rápidos.

No entanto, algo na prática sexual deve ser avaliado: o uso dos lubrificantes sexuais. Segundo estudos, o lubrificante artificial pode interferir no muco cervical. Esse muco protege os espermatozoides, pois tem pH de acidez controlada. É ele quem permite que os gametas sejam corretamente introduzidos na vagina e nadem até o óvulo.
O uso de lubrificantes, porém, impede que os espermatozóides alcancem rapidamente o muco. Assim, eles podem acabar morrendo na vagina, sem ao menos entrar no útero. Ou seja: a concepção fica impedida, uma vez que os gametas masculinos não conseguem atingir as trompas uterinas.

Quais as soluções?

Se você já se “cansou” de repetir a frase “não consigo engravidar!”, e se o período comum de tentativas já foi extrapolado, será hora de procurar um médico. No consultório, o especialista vai avaliar a causa do problema e, se possível, deverá indicar tratamento para ela. Com a condição impeditiva resolvida, costuma ser possível realizar a concepção naturalmente.
No entanto, pode ser que a causa não seja definida. Ou que, mesmo após resolvida, o método comum, ou seja, por meio da relação sexual, não resulte em concepção. Dessa forma, uma alternativa interessante é a reprodução assistida.

A Medicina oferece diferentes modos para a concepção assistida. Há, por exemplo, a fertilização in vitro. Nesse método, a mulher tem um óvulo colhido, assim como os espermatozoides de seu parceiro.

Em seguida, esses gametas são unidos em laboratório. Isso gera um zigoto, que se desenvolve em laboratório por até cinco dias. Depois, esse embrião é inserido no útero da mulher, de modo que possa se agarrar à parede do útero e, então, se desenvolver. Caso ele consiga realizar esse feito, dá-se início à gravidez.

Inseminação artificial e doação de gametas

Inseminação artificial e doação de gametas
Outra técnica bastante comum é a inseminação artificial. Nela, apenas os espermatozoides são colhidos. Selecionados em laboratório, os mais fortes são inseridos no útero da mulher, o mais próximo possível das tubas uterinas. De lá, os gametas deverão “nadar” e encontrar o óvulo. A técnica é interessante para situações em que o espermatozoide tem pouca mobilidade. Ou em que algum fator supostamente prejudica sua entrada no corpo feminino.

Em ambas as técnicas, e em várias outras, é possível utilizar gametas de doadores. A alternativa é interessante quando as células reprodutoras do casal são motivo da não concepção. Ou seja, quando elas possuem alguma alteração genética, ou problemas para se unir. Em situações desse tipo, os doadores devem ser anônimos, como determina a Lei brasileira.
Por fim, é possível fazer à adoção de uma criança. Muitas aguardam pelo carinho de uma família, e serão muito bem-vindas quando o casal deseja, acima de tudo, serem pais.