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Miomectomia: Recuperação, Gravidez, Abdominal

Miomectomia: Recuperação, Gravidez, Abdominal

Postado em: 18 de julho de 2018

Atualizado por Matheus em 4 de março de 2019

Quando a mulher desenvolve um mioma, pode apresentar sintomas bastante característicos. Como cólica intensa e aumento do fluxo ou até hemorragia menstrual. Conviver com esses problemas é perigoso, além de trazer uma série de desconfortos no dia a dia. Para resolvê-los, uma solução costuma ser a miomectomia. Miomectomia: por que é realizada? Os miomas são […]

Quando a mulher desenvolve um mioma, pode apresentar sintomas bastante característicos. Como cólica intensa e aumento do fluxo ou até hemorragia menstrual. Conviver com esses problemas é perigoso, além de trazer uma série de desconfortos no dia a dia. Para resolvê-los, uma solução costuma ser a miomectomia.

Miomectomia: por que é realizada?

Os miomas são nódulos /tumores benignos que surgem no útero da mulher.  Eles se formam a partir do músculo do útero, e podem aparecer tanto do lado de dentro, quanto de fora do órgão. A presença de um mioma, além dos sintomas  já citados, pode também  alterar  o formato do útero.

Um mioma pode se desenvolver de forma isolada, como um tumor único, ou como múltiplos nódulos. Nesse último caso, a condição é caracterizada como leiomiomatose ou miomatose uterina, que pode ser tratada também por meio da miomectomia. A operação realiza a retirada dos miomas do útero da mulher.

A Medicina ainda não conseguiu identificar uma causa específica para o desenvolvimento de miomas uterinos e podem estar associados a vários fatores. A influência dos hormônios naturais  progesterona, estrogênio parece estar diretamente ligado ao crescimento dos miomas. Outro fator é a presença de predisposição familiar e  genética.

Esse tipo de distúrbio só atinge geralmente  mulheres em idade fértil. Isso significa que nem crianças, nem mulher na menopausa  apresentam sintomas relacionados aos miomas.  Estatísticas mostram que o problema é mais comum entre mulheres com idade entre 40 e 50 anos. De acordo com os mesmos dados, miomas são mais comuns em mulheres negras.

Cerca de 20 a 40% das mulheres do mundo irão desenvolver um mioma uterino em algum momento da vida. Muitas delas, porém, nem mesmo apresentam sintomas (são assintomáticas) . Nestes casos, percebem a presença de um tumor apenas após a realização de ultrassonografia de rotina ou quando  encontraram dificuldades para engravidar. Principalmente quando o mioma cresce para dentro do útero ou deforma a cavidade endometrial pode dificultar o processo de implantação do embrião ou  de dificultar o desenvolvimento do feto.

É importante ainda destacar que os miomas muito raramente podem se transformar em um câncer.  Ou seja na imensa maioria das vezes trata-se de um tumor benigno. As maiores consequências da condição são seus sintomas (sangramento intenso e e cólica)  e a dificuldade em engravidar.

Miomectomia: alternativas ao tratamento

 

 

Segundo pesquisas, a cirurgia para a retirada dos miomas consegue controlar os sintomas em 80% dos casos. Contudo, algumas mulheres podem desenvolver novamente o problema certo tempo depois. caso isto aconteça e permaneça os sintomas  o médico pode indicar a retirada do útero com solução definitiva para o problema.

Assim como qualquer cirurgia, a miomectomia possui riscos intrínsecos. No caso de haver hemorragia, por exemplo, o médico pode ter que retirar o útero da mulher, mesmo que não fosse este o objetivo inicial.  Às paciente acima do peso ideal podem ter dificuldade para realizar o tratamento cirúrgico e neste casos pode ser interessante fazer a retirada do útero pela vagina como forma de minimizar os risco .

Outros métodos de tratamento para os miomas são menos comuns, mas igualmente possíveis. Eles incluem, primeiro, a ablação do endométrio, ou seja, a destruição ou ressecamento das camadas internas do útero (endométrio) como forma de controlar o principalmente o sangramento excessivo. Outra alternativa possível é a realização de uma embolização das artérias que estejam nutrindo os miomas (artérias uterinas) . Este último tratamento não é bem indicado nos casos de infertilidade pois pode alterar o fluxo sangue e dificultar a implantação do embrião.

Além do tratamento cirúrgico, pela miomectomia, os problemas com miomas podem ser muitas vezes  controlados com medicamentos. Isso depende, no entanto, da gravidade da condição e do número de nódulos. Os remédios podem diminuir os miomas e controlar os sintomas. A cirurgia geralmente é indicada quando existe falha dos tratamento medicamentosos ou no caso de infertilidade quando o mioma cresce para dentro do útero.

Ademais, há casos em que um tratamento nem mesmo é necessário. Como em mulheres que estão entrando na menopausa. Neste período, o corpo feminino diminui seus níveis hormonais. Em consequência, os miomas também costumam diminuir, e podem até mesmo sumir sozinhos.

Miomectomia: tipos

Existem três modos de realização da miomectomia. O primeiro tipo é da miomectomia abdominal. Em seguida, vem a miomectomia histeroscópica, também chamada de miomectomia videohisteroscopia. Por fim, há a miomectomia laparoscópica, também conhecida como miomectomia videolaparoscopica.  Acompanhe e descubra como cada uma é realizada!

Miomectomia abdominal

A miomectomia abdominal é um procedimento semelhante a uma cesária. Para sua realização, é feito um corte na região da pelve, corte que chega até o útero e permite a retirada do mioma.

Miomectomia histeroscópica

Já na miomectomia por videohisteroscopia, o médico insere na vagina da mulher um histeroscópio. Trata-se de um instrumento óptico permite ver o interior do útero graças a uma câmera, que transmite as imagens para um monitor de vídeo.

Uma cirurgia histeroscópica é indicada apenas para os miomas submucosos (miomas que crescem para dentro do útero) . Visualizando o interior do órgão, o cirurgião utiliza o mesmo instrumento para cortar, coagular e retirar os miomas que a mulher apresentar. Assim como anterior, esse tipo de operação precisa ser realizado em ambiente hospitalar, com a paciente sob anestesia.

Miomectomia laparoscópica

Finalmente, na miomectomia videolaparoscopica são realizadas pequenas incisões no abdômen da mulher. Os cortes são menores do que um centímetro, e servem para a inserção de microcâmera e outros instrumentos no útero. Os instrumentos fazer a retirada do mioma.

Uma operação laparoscópica é utilizada apenas quando o mioma está localizado na parte externa do útero (miomas subserosos) ou dentro da musculatura do útero (miomas intramurais). Também pode ser indicada caso existam outras doenças presentes, como a endometriose pélvica ou cistos no ovário. Em caso de comprometimento das tubas uterinas, a cirurgia igualmente indicada.

Miomectomia e gravidez

 

 

Por que existem dificuldades?

Tanto um mioma, quanto uma miomectomia, podem afetar a capacidade da mulher de engravidar. Afinal, ambos criam alterações no útero, o órgão que funciona como porta de entrada aos espermatozoides e também responsável pelo desenvolvimento de um embrião.

No caso da realização da miomectomia, os efeitos à fertilidade ocorrem devido a cicatrizes. Quando um mioma é retirado, formam-se aderências cicatriciais na parede do órgão. Segundo estudos, essas “marcas” podem dificultar a gravidez nos primeiros  anos pós-cirurgia.

Há registro ainda dessas cicatrizes favorecerem o rompimento do útero durante a gestação, ou mesmo no momento o parto. Essas ocorrências, contudo, são raras.

A mulher que passar por miomectomia pode engravidar?

Essas situações não significam, no entanto, que a mulher não será mais capaz de conceber – apenas que o processo será mais complicado. A avaliação correta das condições de gravidez precisa ser realizada por médico especialista.

A possibilidade de gestação vai ocorrer de acordo com a o método utilizado de miomectomia e o processo de recuperação do corpo. O endométrio, ou seja, a parede interna do útero, também precisa estar saudável. Isso uma vez que ela será a responsável por receber o embrião e nutri-lo até o desenvolvimento de uma placenta.

Nas consultas pós-cirurgia, o médico vai realizar ultrassom e analisar as condições do útero: se existem cicatrizes, sua extensão, e se ainda há presença de mioma ou não.

De qualquer modo, caso a mulher que vai realizar miomectomia deseje engravidar, precisa indicar esse desejo ao médico. Assim, o especialista poderá repensar a realização da cirurgia. Ou mesmo a possibilidade de retirada do útero, utilizada para a eliminação completa das chances de  desenvolvimento de miomas. Se o útero for removido, a mulher não poderá mais engravidar de forma natural.

Como citado anteriormente, o principal problema de um mioma são seus sintomas. Há casos, contudo, em que é possível engravidar mesmo com sua presença.

Além disso, pode ser possível utilizar métodos de reprodução assistida para a concepção. Mais uma vez, as alternativas precisam ser avaliadas pelo médico, mas incluem técnicas como a fertilização in vitro e a inseminação artificial.

Mesmo que a mulher não consiga gestar um bebê, poderá utilizar a chamada barriga solidária. Assim, outra mulher irá gerar seu bebê, mas utilizando os gametas da mãe e de seu parceiro.

Miomectomia: pós-operatório

 

 

Em qualquer pós-operatório de cirurgia ginecológica, é necessário tomar alguns cuidados básicos. Como a pouca movimentação do corpo: independentemente do tipo de miomectomia realizada, o útero e abdômen da mulher ficarão sensíveis. A movimentação pode causar dor e causar sangramentos, sintomas que podem dificultar a cicatrização da operação.

Também é fundamental realizar a limpeza correta e troca dos curativos. Ao sair do consultório, a paciente receberá instruções específicas a este cuidado. Manter a ferida limpa vai garantir que ela cicatrize, além de evitar que ocorram infecções na área.

Após a cirurgia, podem ocorrer alterações no corpo de acordo com o local do mioma retirado. Miomas próximos aos ovários ou tubas, por exemplo, podem afetar a liberação e fecundação do óvulo. Ademais, as cicatrizes no útero podem dificultar a gravidez. Caso o útero seja retirado, a gravidez será impossível, já que é no órgão que o embrião se desenvolve.

A miomectomia, de qualquer modo, não altera a libido ou prazer feminino.

Durante  o pós-operatório, a mulher precisa buscar auxílio médico caso apresente febre, vômitos incessantes sangramentos abundantes. A dor forte no abdômen que não desaparecer com o uso de medicamentos  receitados pelo médico também é um sinal de alerta. Tal qual a existência de secreção fétida, vermelhidão, calor ou sangramentos na ferida da operação.

Miomectomia: recuperação

Quando passa pela miomectomia, a mulher precisa ter atenção aos períodos indicados de inatividade. No pós-operação, é recomendado que ela permaneça de repouso por pelo menos uma semana. Assim, é essencial evitar qualquer tipo de esforço físico. O período vai garantir o início da correto da cicatrização da cirurgia.

Isso não significa, no entanto, que logo após uma semana a mulher poderá realizar atividades rotineiras. O carregamento de peso, realização de movimentos bruscos, movimento de abaixar e levantar, e exercícios físicos, só são indicados após três meses.

Já o tempo para realização da prática sexual deve ser recomendado pelo médico. O período médio de abstinência, no entanto, gira em torno de 30 dias. O tempo de resguardo vai evitar dores e infecções.

Finalmente, não costumam ser indicadas dietas especiais ao período pós-operatório. Basta manter uma alimentação saudável e rica em nutrientes. Caso uma dieta seja indicada, porém, a paciente deve segui-la à risca. Afinal, ela terá sido pensada exatamente ao seu quadro de saúde.