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Mioma Subseroso: Saiba o que é, Causas, Sintomas e Tratamentos

Mioma Subseroso: Saiba o que é, Causas, Sintomas e Tratamentos

Postado em: 26 de junho de 2020

Atualizado por danijardim em 26 de junho de 2020

Corrigido por Luciana Semião – Embriologista LabFIV. Você já ouviu falar em mioma subseroso, mas sabe o quê significa? Ao contrário que muita gente imagina, miomas uterinos, também chamados de leiomiomas, fibromas ou fibromioma, não são um tipo de câncer.  Eles são tumores musculares benignos que surgem da célula muscular lisa do miométrio (parede do […]

Corrigido por Luciana Semião – Embriologista LabFIV. Você já ouviu falar em mioma subseroso, mas sabe o quê significa? Ao contrário que muita gente imagina, miomas uterinos, também chamados de leiomiomas, fibromas ou fibromioma, não são um tipo de câncer. 

Eles são tumores musculares benignos que surgem da célula muscular lisa do miométrio (parede do útero), e crescem desproporcionalmente, apresentando vários tamanhos diferentes. Como o útero é, na maior parte constituído por musculatura, os miomas podem aparecer em qualquer parte do órgão. 

Por isso, podem ser classificados segundo a sua localização na parede uterina. Os miomas subserosos, por exemplo, se desenvolvem na superfície externa do útero, chamada de serosa, por isso esse nome. 

Por outro lado, eles não costumam apresentar sintomas, exceto quando atingem um tamanho maior, podendo causar  sangramento uterino anormal, dor pélvica, complicações na gravidez e até a compressão de outros órgãos adjacentes.

Nesse caso, o mioma deve ser tratado de forma consciente, apenas na manifestação de sintomas ou de outras complicações. O tratamento pode variar entre a administração de medicamentos ou cirurgia de remoção do mioma ou mesmo do útero.

Quer saber mais sobre mioma subseroso e todos os outros tipos? Continue lendo o artigo abaixo que vamos explicar tudo pra você: tipos de miomas, causas, sintomas e tratamentos.

Confira!

Tipos de miomas uterinos: Subseroso, submucoso e intramural

Há outros tipos de miomas além do mioma subseroso.

Há outros tipos de miomas além do mioma subseroso.

O mioma é uma espécie de tumor benigno, constituído por tecido muscular e tecido fibroso, que cresce nas paredes do útero, podendo ser dentro, fora, entre as paredes do útero ou dentro da cavidade uterina. 

Por isso, dependendo da sua localização, ele é classificado de três formas diferentes: o intramural, o submucoso e o subseroso, cada um com seus sintomas. Da mesma forma, miomas também podem ser chamados de pediculados, intracavitários e transmurais. 

Os pediculados são ligados por uma ponte estreita, como se estivessem pendurados na parte externa do útero (subseroso), os intracavitários são os pediculados submucosos (completamente dentro da cavidade uterina) e os transmurais são os que vão da parte externa, passando pela parede e chegando na parte interna do útero (intramural).

O período mais comum para o seu surgimento é entre os 35 e 45 anos, sendo que ele costuma crescer mais rapidamente durante a gravidez e menopausa. No entanto, a chance do mioma virar um leiomiossarcoma (tumor maligno) é de 0,3 a 0,5%.

Já o seu tratamento deve ser individualizado e de acordo com a sua gravidade, determinada pelo ginecologista, podendo ser clínico, cirúrgico ou intervencionista.

Veja com mais detalhes abaixo:

Mioma Subseroso

É o tipo de mioma que está localizado na parte mais externa da parede uterina (região serosa), sendo nutrido por um vaso sanguíneo (pedículo vascular). Por isso, ele também pode ser chamado de pediculado. Ele não costuma apresentar sintomas, a não ser que seja volumoso. Nesse caso, pode até causar a compressão de órgãos adjacentes.

Mioma Submucoso

O mioma submucoso é aquele localizado mais próximo da cavidade uterina na parede interna do útero, podendo afetar o endométrio. Por isso, são os miomas que mais interferem na fertilidade e nos distúrbios da menstruação, além de ser o mais frequentemente diagnosticado. 

Como se desenvolvem para dentro da cavidade uterina, podm causar sangramento uterino anormal e dor pélvica, além de infertilidade e abortos repetitivos.

Mioma Intramural 

O mioma intramural se desenvolve na parede uterina, e apresenta sintomas quando aumenta de tamanho e atinge a cavidade uterina e até a parte mais externa do útero, sendo denominado de mioma transmural. Neste caso, ele pode causar desde sangramentos ou compressão dos órgãos adjacentes, como bexiga e intestino à infertilidade.

Atenção: Mulheres com incidências de miomas na família (mãe, irmãs) e mulheres negras possuem uma maior predisposição à miomas, mas a posição do mioma não tem a ver com o fator de risco.

Principais sintomas de mioma uterino

O Mioma Subseroso pode ser assintomático.

O Mioma Subseroso pode ser assintomático.

Embora seja mais comum mulheres não apresentarem, sendo o mais comum o mioma ser descoberto em exames de rotina, os principais sintomas podem ser:

  • Período menstrual longo e de sangramento intenso, além de cólicas;
  • Sangramentos fora da menstruação (menos comum) ou com coágulos;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Dor pélvica, abdominal ou sensação de peso;
  • Vontade de urinar frequente devido a pressão na bexiga;
  • Sensação de bexiga cheia e dificuldade de esvaziá-la;
  • Intestino preso;
  • Aumento do volume abdominal.

Além disso, todos esses sintomas podem ser mais ou menos comuns, dependendo da localização do mioma:

Miomas subserosos: esse tipo pode não apresentar sintomas, mas dependendo do tamanho, pode comprimir o reto e a bexiga, levando aos sintomas urinários e de intestino preso. Como por exemplo, retenção urinária, vontade de urinar com frequência, inchaço dos rins, disfunções intestinais, estase venosa, hemorroidas e embora seja raro, pode também ocorrer febre associada à necrose dos miomas.

A dor nas costas também pode aparecer, na região da lombar e dos rins. Na presença de sintomas, podem haver o sangramento uterino anormal, dor pélvica, dismenorreia ou infertilidade e como consequência do sangramento, pode ocorrer anemia ferropriva. 

Miomas submucosos: os sintomas estão mais relacionados aos sangramento, desde o fluxo mais intenso e prolongado até os sangramentos fora do período menstrual, podendo até a contribuir para infertilidade.

Miomas intramurais: podem distorcer o útero e provocar sintomas tanto dos miomas subserosos quanto dos miomas submucosos.

Infertilidade e gravidez

o miomas assintomáticos não precisam ser retirados e não afetam a fertilidade.

o miomas assintomáticos não precisam ser retirados e não afetam a fertilidade.

Em geral, miomas assintomáticos não precisam ser removidos, a fim de evitar que o procedimento cirúrgico venha a contribuir para o desenvolvimento de outros fatores que possam levar à infertilidade.

Os miomas uterinos não costumam prejudicar a fertilidade, mas por conta de alguns sintomas podem levar a esta condição porque podem:

  • Desviar o colo do útero, dificultando o acesso dos espermatozóides;
  • Aumentar ou deformar a cavidade uterina, interferindo na migração ou no transporte dos espermatozóides;
  • Obstruir proximal das trompas;
  • Alterar a anatomia tubo-ovariana, interferindo na captura dos óvulos;
  • Alterar a contratilidade uterina, que pode impedir o deslocamento dos espermatozóides, do embrião ou a nidação;
  • Causar sangramento uterino anormal;
  • Causar inflamação do endométrio.

Por outro lado, embora os miomas possam dificultar a fertilidade ou causar infertilidade, é possível engravidar. No entanto, os miomas podem prejudicar a gravidez, aumentando as chances de abortos, parto prematuro, baixo peso ao nascer, anomalias fetais ou exigir uma cesariana.

Possíveis causas de miomas

A causa mais provável para desenvolvimento de miomas está relacionada à fatores genéticos, mas também hormonais, por conta da ação do estrogênio, hormônio feminino produzido no ovário em idade reprodutiva.  

Por isso, a quantidade de mioma é maior na idade adulta fértil, sendo diminuída ao longo do aparecimento da menopausa, por não haver mais produção de estrógeno. 

Além disso, há também fatores de crescimento, produzidos pelas células musculares lisas e fibroblastos, assim como vários fatores de risco que podem contribuir para o seu desenvolvimento, como, por exemplo, a idade (após os 35 até os 45), menstruação precoce, histórico familiar, raça negra, obesidade, hipertensão arterial, alimentação com carnes vermelhas em excesso, consumo de álcool ou cafeína e nunca ter engravidado.

Como é diagnosticado o mioma subseroso e os outros?

O mioma Subseroso é diagnosticado por exames ginecológicos.

O mioma Subseroso é diagnosticado por exames ginecológicos.

Como a maioria dos miomas são assintomáticos, principalmente o mioma subseroso, quase sempre o diagnóstico é feito em exames ginecológicos anuais de rotina.

Normalmente, ele é feito através da coleta de informações sobre o histórico médico familiar da paciente, de exame físico em consultório, podendo ser complementado com um ultrassom pélvico e transvaginal. 

Durante o exame físico, o ginecologista pode sentir uma massa de localização sugestiva na região uterina. Mas é durante um ultrassom, que o médico detecta a presença do mioma com precisão e a sua localização.

Outros exames também podem ser realizados, conforme cada caso e gravidade, tais como ressonância magnética, histeroscopia, histerossalpingografia e histerossonografia.

Tratamento de miomas

Há opções de tratamento para mioma subseroso.

Há opções de tratamento para mioma subseroso.

Os miomas assintomáticos não precisam de tratamento. No entanto, na presença de miomas o ideal é fazer o monitoramento adequado através do ultrassom com frequência, embora eles diminuam após a menopausa. 

Mas no caso de sintomas como dores intensas, sangramentos ou complicações que dificultam a concepção, o tratamento deve ser necessário. Porém, qualquer que seja o tratamento ele deve variar de acordo com sintomas, localização e tamanho deles, além dos desejos reprodutivos da mulher. 

Na maioria das vezes o tratamento clínico medicamentoso com hormônios ou anti-inflamatórios pode ser suficiente. Mas há casos também em que não há melhoras e o médico pode cogitar alguma intervenção cirúrgica convencional ou outros métodos menos invasivos para “destruir” esses miomas (ultrassom focal com auxílio de ressonância, embolização de artérias uterinas e miólise).

Em se tratando de cirurgia convencional, existem várias técnicas, cada uma com suas indicações específicas, como a miomectomia (retirada apenas dos miomas) e a histerectomia (retirada do útero).

O acesso cirúrgico também podem variar, como cirurgia “aberta” tradicional ou laparotômica; minimamente invasivas (laparoscópica e robótica), em casos de miomas subserosos, intramurais ou submucosos profundos e grandes; e histerectomia, que também pode ser feita também por via vaginal.

Para os miomas submucosos e intracavitários uma opção é a cirurgia histeroscópica, que retira o mioma de dentro da cavidade uterina com o auxílio de uma câmera via vaginal (histeroscópio), sem deixar marcas visíveis.

Outra opção cirúrgica, mas apenas para quem não deseja mais filhos, é a ablação endometrial, feita também por histeroscopia, que destrói o endométrio a fim de ajudar a controlar o sangramento.

O mais importante é avaliar cada caso individualmente, respeitando os desejos e escolhas de cada mulher, principalmente se a mulher ainda deseja engravidar futuramente.

Tratamento clínico medicamentoso

O tratamento clínico medicamentoso tem como objetivo reduzir ou eliminar os sintomas diminuindo o tamanho do mioma ou do sangramento. Essa deve ser a primeira opção de tratamento, já que reduz o tamanho do mioma, caso seja necessário realizar algum procedimento cirúrgico, até mesmo algo menos invasivo.

Ele é baseado na administração de hormônios orais, injetáveis ou de implante subcutâneo, pois os miomas se “alimentam” de hormônios e os inibidores tendem a reduzir a sua atividade, diminuir o tamanho e minimizar seus sintomas. 

A desvantagem é que o uso prolongado de hormônios trazem consequências desagradáveis, e quando a medicação é suspensa eles voltam a crescer rapidamente, provocando sintomas ainda mais fortes. 

Outras opções medicamentosas:

  • Anti-inflamatórios, como Ibuprofeno ou Naproxeno: para aliviar as cólicas menstruais intensas e reduzir volume de sangue provocado pelos miomas;
  • Remédios hormonais, como a pílula: aliviam a intensidade da menstruação e reduzem o tamanho do mioma;
  • Suplementos de ferro: previnem e tratam a anemia provocada pelo excesso de sangramentos.

Cirurgia de miomectomia

A miomectomia é a forma cirúrgica de retirar o mioma, que pode ser feita por um corte na pelve ou por videolaparoscopia, sem precisar remover o útero. Normalmente, é mais indicada na presença de sintomas muito intensos ou quando o mioma atinge um tamanho que pode pressionar outros órgãos.

Apesar de ser uma técnica muito utilizada, 1 a cada 3 mulheres não conseguem engravidar após a cirurgia, podendo haver complicações como lesões de bexiga, intestino e ureter, sendo comuns também as transfusões sanguíneas.

  1. Miomectomia Laparoscópica: realiza-se pequenos furos na região abdominal, introduzindo uma microcâmera e os instrumentos necessários para remover do mioma, apenas indicado em caso de miomas subserosos;
  2. Miomectomia Abdominal: realiza-se um corte na região da pelve até o útero, como em uma cesariana;
  3. Miomectomia Histeroscópica: o histeroscópio é introduzido na vagina para retirar o mioma, sem a necessidade de cortes. Indicada apenas em casos de miomas localizados dentro do útero ou com pequenas partes para dentro da cavidade endometrial.

Normalmente, essas opções conseguem controlar os sintomas de dor e sangramento excessivo em 80% dos casos. Contudo, em alguns casos a cirurgia pode não ser definitiva, e o mioma pode voltar em outro local do útero anos depois. Por isso, alguns médicos podem indicar a retirada do útero, ao invés de remover apenas o mioma.

Tratamento intervencionista

Quando o mioma é muito grande outra solução seria reduzir o seu tamanho antes da realização da cirurgia. Para isso, utiliza-se uma técnica inovadora conhecida como embolização, realizada por especialistas em Radiologia Intervencionista. 

Na embolização, o médico aplica anestesia local e várias injeções com agente embolizante diluído em contraste iodado através da artéria femoral (artéria na virilha). 

Com isso, introduz-se cateteres muito finos para “entupir” as artérias que irrigam o mioma com pequenas esferas até haver uma redução de fluxo sanguíneo da artéria que nutre o mioma, fazendo com que ele morra.

O período de internação é de 24 horas, não há cortes ou cicatrizes, e a paciente pode voltar rapidamente às suas atividades, voltando a menstruar em dois ou três ciclos menstruais. Além disso, a função uterina é mantida e a gravidez pós-embolização uterina é possível.

No entanto, os miomas devem ter no máximo 8 cm ou estarem na parede posterior do útero, por conta dos muitos vasos sanguíneos que não podem ser cortados através da cirurgia. 

Cirurgia de histerectomia

Chamamos de histerectomia a retirada cirúrgica do útero. Embora esta seja a última recomendação, ela pode ser necessária em casos de doença benigna como a miomatose.

Isso porque o útero além da função reprodutiva tem influência na feminilidade, funções hormonais e é fundamental para o organismo feminino. Além disso, há relatos de mulheres que ficam impedidas de ter orgasmos após a histerectomia.

Já quando a mulher não tem planos para engravidar, o útero pode ser retirado para evitar o ressurgimento do mioma mais tarde.

Riscos da cirurgia

A cirurgia para retirada de mioma Subseroso não apresenta riscos.

A cirurgia para retirada de mioma Subseroso não apresenta riscos.

Quando as cirurgias para retirada do mioma são feitas por médicos ginecologistas experientes não há com que se preocupar, pois as técnicas são seguras e seus riscos podem ser controlados. 

Apesar disso, durante a miomectomia pode ocorrer hemorragia, sendo necessária a retirada do útero. Além disso, há quem defenda que a cicatriz no útero após a cirurgia pode provocar o rompimento uterino durante a gravidez ou no momento do parto, embora isso seja muito raro acontecer. 

Em caso de obesidade, recomenda-se a perda de peso antes da realização da cirurgia abdominal para diminuir os riscos pós operatórios, ou a retirada total do útero através da vagina. 

Há estudos que comprovam que algumas mulheres, mesmo tendo o útero preservado, têm menos chances de engravidar após a cirurgia, devido a aderências cicatriciais após a cirurgia. Além disso, em metade dos casos, a cirurgia pode dificultar a gravidez nos primeiros 5 anos após o procedimento. 

Como é o tratamento do mioma na gravidez

Quando o mioma é diagnosticado durante a gestação, o tratamento é feito apenas com o uso de analgésicos e repouso, pois o tratamento com cirurgia ou uso de hormônios só é iniciado após a gravidez.

Porém, há casos em que o mioma prejudica o desenvolvimento do feto ou arrisca a vida da mãe, embora seja muito raro. Nestes casos, o médico pode avaliar a necessidade de adiantar o parto e fazer a cirurgia para remover o mioma.

Prognóstico após a retirada do mioma

Após algumas semanas de tratamento já são observados melhoras pela redução dos sintomas provocados pelo mioma, como cólicas intensas durante a menstruação, sangramento excessivo ou sensação de cansaço, por exemplo.

Do contrário, as dores das cólicas continuam muito fortes, há dificuldade para engravidar ou sangramentos muito intensos, sinais de que o tratamento não está tendo efeito e o mioma pode estar continuando a crescer. Nesse caso, recomenda-se voltar ao ginecologista para avaliar outras opções de tratamento.