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O que são leiomiomas uterinos?

O que são leiomiomas uterinos?

Postado em: 4 de dezembro de 2018

Atualizado por karencosta em 4 de março de 2019

Miomas uterinos, também chamados de leiomiomas uterinos, se desenvolvem em cerca de 75% das mulheres em idade reprodutiva. Suas causas ainda são desconhecidas, mas pesquisas indicam sua relação direta com os hormônios femininos, como a progesterona e o estrogênio. A percepção das pesquisas existe devido ao crescimento e diminuição do mioma. Quando está em idade […]

Miomas uterinos, também chamados de leiomiomas uterinos, se desenvolvem em cerca de 75% das mulheres em idade reprodutiva. Suas causas ainda são desconhecidas, mas pesquisas indicam sua relação direta com os hormônios femininos, como a progesterona e o estrogênio.

A percepção das pesquisas existe devido ao crescimento e diminuição do mioma. Quando está em idade fértil, com alta atuação de hormônios em seu organismo, é comum que a mulher sofra com o crescimento do fibroma. Já na menopausa, quando seus níveis hormonais caem consideravelmente, as pacientes costumam apresentar a diminuição desse fibromioma.

Um mioma é um tumor benigno, que pode surgir em diferentes áreas do útero. Em muitas situações, ele nem mesmo apresenta sintomas, o que torna seu diagnóstico mais comumente acidental. Ou seja, ao visitar o ginecologista para exames de rotina, a mulher descobre a protuberância, sem que o médico procurasse diretamente pelo problema.

Alguns dos miomas descobertos diminuem seu tamanho rapidamente. Outros, crescem continuamente, e então precisam ser tratados. Quando não há prejuízos à saúde da paciente, é comum que nenhuma medida de intervenção seja tomada.

Além do processo de ovulação, nos quais agem progesterona e estrógeno, há outros fatores de risco ligados aos miomas. Como a idade: mulheres entre os 40 e 50 anos são mais propensas a desenvolver o problema.

Miomas são também mais comuns em mulheres negras, por uma condição genética, e naquelas que têm na família alguém que já sofreu com a condição. Pacientes que têm sua menstruação de forma precoce, por volta dos 10 anos de idade, também possuem maior chance de desenvolver fibromas durante a idade adulta.

Maus hábitos, como o consumo abusivo de álcool e tabaco, e o sedentarismo, estão igualmente ligados à condição. Assim como o uso precoce de pílulas anticoncepcionais. Considera-se como precoce o uso antes dos 16 anos.

Tipos de leiomiomas uterinos

Os tipos de leiomiomas uterinos são divididos, principalmente, de acordo com a sua localização no útero. Eles também provocam diferentes efeitos no corpo feminino, podendo, inclusive, influenciar em sua capacidade fértil.

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Miomas subserosos

Leiomiomas subserosos se desenvolvem logo abaixo da parede serosa, que é a camada externa do útero. Eles crescem para fora e não costumam afetar tão fortemente a fertilidade feminina. Dependendo do seu tamanho, ele pode se tornar desconfortável à mulher, e então irá requerer tratamento. Em algumas situações, seu tamanho afeta até mesmo órgãos próximos, como a bexiga e intestino, e prejudica seu funcionamento.

Miomas pediculados

Um mioma uterino pediculado se desenvolve dentro ou fora do útero, mas não está completamente conectado à parede do órgão. Na verdade, ele se conecta à superfície uterina por meio de um pedículo, um fino cordão fibromuscular. Seu maior problema ocorre quando há a torção do pedículo, o que provoca dor aguda e requer um cirurgia de urgência.

Quando um fibroma deste tipo está localizado no lado de dentro do útero, tem grande impacto sobre a possibilidade de gravidez. Ele também pode causar prejuízos a outros órgãos, como no caso anterior.

Miomas intramurais

Já um mioma intramural cresce no interior da parede do útero, com tamanho variado. Quando tem menos do que 5 cm de diâmetro, ele não causa tantos problemas. Contudo, se maior do que isso, pode provocar cólicas, deformação do útero e dificuldade de concepção.

Miomas submucosos

Este é o tipo de fibroma mais relacionado a sangramentos e à infertilidade. Ele se desenvolve sob o endométrio, que é a parede interna do útero. O mioma cresce para dentro do órgão, e dificulta bastante a fixação de um embrião no endométrio. Por isso o número de problemas para a concepção é maior.

Mioma em parturição

Como explicado, um mioma pediculado é aquele ligado ao útero por um pedículo. Quando um mioma deste tipo entra no canal cervical, diz-se que ele se encontra em parturição. Este é um dos fibromas mais raros, mas também mais perigosos. Seus efeitos comuns são dor intensa, muito semelhante às dores do parto, e a dilatação exagerada do colo do útero.

Mioma intraligamentar

Também é possível que um tumor se desenvolva nos ligamentos entre os ovários, o útero e as tubas uterinas. Nessa situação, ele dificulta a passagem do óvulo para a tuba uterina, onde o gameta costuma aguardar a chegada dos espermatozoides. As células masculinas também encontram dificuldades para encontrar o gameta para a fecundação.

Quais os sintomas do mioma?

Tal como citado, algumas mulheres não apresentam nenhum sintoma do seu leiomioma. Os miomas provocam incômodos apenas em 50% dos casos, e apenas quando crescem o suficiente para provocar efeitos em órgãos próximos ou no próprio útero.

Quando ocorrem, de qualquer forma, os sintomas podem ser facilmente percebidos. A mulher com um desses tumores pode, por exemplo, apresentar alterações em seu ciclo menstrual. Neste caso, o intervalo entre uma menstruação e outra se torna maior e irregular. O sangramento da menstruação também pode acontecer de forma bastante intensa, além de provocar dor exagerada. Bem mais intensa, inclusive, do que as cólicas geralmente percebidas pela paciente.

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É igualmente comum que a mulher perceba dores pélvicas, especialmente quando o mioma afeta outros órgãos da região. Em situações deste tipo, um mioma grande demais pode causar pressão na bexiga, provocando incontinência urinária; ou no reto e/ou intestino, levando à constipação.

Existem também dois sinais menos comuns, relacionados aos tipos mais raros de fibromas. São eles: o volume abdominal, provocado pelo crescimento exagerado do tumor; e a dor durante a penetração sexual, quando o mioma está localizado no colo do útero.

Ademais, há sempre a possibilidade de ocorrência da infertilidade. Com um fibroma grande demais, ou que afete o espaço do útero, ou que bloqueie o acesso dos espermatozoides ao óvulo, a mulher tende a apresentar dificuldades para conceber.

Leiomiomas e gravidez

Geralmente, um casal demora até 12 meses para obter a concepção. Isso porque, a gravidez só pode acontecer nos períodos férteis da mulher, que duram apenas poucos dias por mês. Ou seja, é necessário que o encontro entre o óvulo e espermatozoide ocorra em até 72 horas após a ovulação.

Quando o período de tentativas é maior do que um ano, é indicado que o casal procure um médico. Dessa forma, o especialista pode avaliar ambos os indivíduos, e então verificar as causas para a dificuldade em engravidar.

Leia também o texto Reprodução Humana e saiba mais sobre as chances de gestação de um casal.

No caso da existência de um leiomioma uterino, o profissional poderá indicar o modo mais eficaz de eliminá-lo. A retirada do tumor tem como principal objetivo evitar complicações no período gestacional, que poderiam ocorrer devido ao aumento do mioma.

Para mulheres que já possuem o diagnóstico de um fibroma, é indicada a consulta prévia ao médico, antes mesmo do início das tentativas de concepção.

Também é sugerido que elas não adiem muito a gravidez. Afinal de contas, a partir dos 35 anos, a fertilidade feminina começa a declinar, naturalmente. A presença de um tumor pode torná-la ainda menor, e assim demandar o uso mais precoce de técnicas de reprodução assistida.

Após o tratamento dos leiomiomas uterinos, é comum que a mulher recupere sua capacidade fértil e possa engravidar normalmente. Contudo, os quadros variam, e alguns tumores pode criar riscos à gestação, mesmo após retirados. Por isso, é fundamental avaliar a possibilidade com o médico, e contar com o seu total apoio.

Diagnóstico e tratamento do mioma uterino

Assim como citado ao longo do texto, é difícil que um leiomioma uterino seja diagnosticado . Em vez disso, é mais comum que ele seja percebido em exames ginecológicos de rotina da mulher. Como o exame de toque, em que o médico pode sentir alternações na região do útero .

Para a confirmação da protuberância, o especialista indica a realização de uma ultrassonografia transvaginal. O teste é feito por meio da inserção de um pequeno aparelho de ultrassom na vagina. Com ele, é possível visualizar o interior do útero feminino, e assim verificar a existência, a localização e o tipo de tumor. Uma ressonância magnética é igualmente útil.

Percebida a necessidade de tratamento, o médico poderá indicar o uso de remédios, embolização, DIU hormonal, miomectomia ou ablação. Contudo, um mioma pequeno e sem efeitos no organismo pode não requerer terapia.

Tratamento medicamentoso

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O tratamento medicamentoso contra leiomiomas uterinos pode ser utilizado para eliminar os sintomas do tumor. Assim, costumam ser indicados anti-inflamatórios não-hormonais, anticoncepcionais hormonais e progestagênios.

Já remédios análogos de GnRH podem ter efeito sobre o tamanho do mioma. Esse tipo de medicamento simula um hormônio que induz a menopausa. Como citado, a menopausa é um período em que, normalmente, os leiomiomas  diminuem, e até desaparecem naturalmente.

DIU hormonal

Ao utilizar um DIU hormonal, a mulher pode ter seus sintomas diminuídos, especialmente as cólicas e sangramentos intensos. O método também promove a diminuição dos tumores.

Miomectomia

É comum que a miomectomia seja indicada apenas para mulheres que não desejam mais engravidar. Isso porque, existem estudos que indicam que a cicatrização da cirurgia dificulta a gestação. O método consiste na retirada do tumor por meio de uma operação rápida.

A miomectomia pode ser realizada de três modos diferentes. No primeiro, abdominal, um corte é feito no abdômen feminino, chegando ao útero e fazendo a extração do tumor. A laparoscopia, por outro lado, requer apenas pequenos cortes no abdômen. Por estes cortes, são inseridos instrumentos cirúrgicos e uma microcâmera, que permite a realização da operação com o auxílio de imagens transmitidas a um monitor.

Finalmente, a miomectomia histeroscópica é realizada por meio da entrada vaginal. Aqui, uma câmera e os instrumentos são inseridas na vagina feminina.

É comum que a miomectomia abdominal seja realizada para o tratamento de miomas intramurais, subserosos e pediculados exteriores. Já a laparoscopia costuma retirar tumores subserosos pequenos, enquanto a histeroscopia faz a retirada de miomas internos, como os pediculados internos e os submucosos.

Embolização das artérias uterinas

Entre todas as alternativas, a embolização costuma ser uma das menos utilizadas. Isso uma vez que, no procedimento, é realizado o bloqueio das artérias que nutrem o mioma. Quando bem sucedida, a técnica retira a nutrição do tumor, que reduz seu tamanho e pode, até mesmo, desaparecer. A embolização é geralmente evitada porque pode afetar uma gestação posterior, apesar de os efeitos diretos ainda não estarem bem esclarecidos.

Histerectomia

Também chamada de ablação, a histerectomia consiste na retirada do útero feminino. Ela é indicada quando o órgão é tomado por miomas, ou quando a tentativa de extração do tumor causa complicações.

Realizar a retirada do útero é considerada uma medida extrema, especialmente porque elimina a possibilidade de uma gravidez futura da mulher. Dessa forma, é essencial ponderação no momento da escolha pelo tratamento. A histerectomia também pode fazer a retirada das trompas e ovários, caso o especialista considere necessário.

Mioma uterino pode virar câncer?

O questionamento deste tópico é uma das principais preocupações das pacientes. Afinal, se o mioma é um tumor, ele poderia se tornar um câncer, certo? Errado! Um leiomioma não pode evoluir para um tumor maligno.

Agora você já sabe tudo sobre os leiomiomas uterinos e o quanto eles podem afetar a fertilidade da mulher. Acompanhe outros textos clicando aqui, e descubra outras questões que podem dificultar a concepção.