Icone informações
Quero agendar
uma consulta
Icone informações
Quero mais
informações
Sobre o que você deseja saber?
Preencha os dados abaixo, selecione o assunto de interesse e receba informações exclusivas!

Inseminação Intrauterina: O que é, Como e Onde Fazer?

Inseminação Intrauterina: O que é, Como e Onde Fazer?

Postado em: 22 de julho de 2020

Atualizado por danijardim em 22 de julho de 2020

Corrigido por por Luciana Semião – Embriologista LabFIV. Para muitos casais, a gravidez não acontece naturalmente por uma série de motivos diferentes, seja por conta de problemas hormonais ou genéticos, doenças, infertilidade, idade avançada, ou o mesmo sexo. Independente do motivo, existe a possibilidade de se tentar um método de reprodução assistida, como a inseminação […]

Corrigido por por Luciana Semião – Embriologista LabFIV. Para muitos casais, a gravidez não acontece naturalmente por uma série de motivos diferentes, seja por conta de problemas hormonais ou genéticos, doenças, infertilidade, idade avançada, ou o mesmo sexo. Independente do motivo, existe a possibilidade de se tentar um método de reprodução assistida, como a inseminação intrauterina ou fertilização in vitro.

Ambos os métodos de reprodução assistida são procedimentos que ajudam na concepção de maneira segura e eficaz, sendo cada um mais indicado a cada caso em específico, pois possuem diferenças entre si.

A inseminação intrauterina ou artificial, por exemplo, é considerada uma técnica de reprodução assistida de baixa complexidade, embora seja feita em clínicas de reprodução especializadas. 

Para que não hajam dúvidas quanto aos métodos de reprodução assistida, vamos esclarecer mais a fundo as diferenças entre eles e explicar em detalhes o que é inseminação intrauterina, além de como e onde ela pode ser feita.

Acompanhe abaixo!

O que é a inseminação intrauterina?

A inseminação intrauterina é um método de reprodução assistida

A inseminação intrauterina é um método de reprodução assistida

A inseminação intrauterina, popularmente chamada de inseminação artificial, é um método de reprodução assistida de baixa complexidade, que envolve a inserção de uma amostra do sêmen do parceiro ou doador, previamente coletado e preparado em laboratório, no interior do útero da mulher, durante o seu período fértil. 

Dessa forma, os espermatozóides podem chegar até o óvulo para que ocorra a fertilização dos gametas de forma facilitada para a formação do embrião. 

O procedimento já existe desde 1884, quando foi realizado pela primeira vez nos Estados Unidos, sendo a única alternativa de gravidez para casais com algum problema de infertilidade. No Brasil, o método é possível desde a década de 1970.

Quando a inseminação intrauterina é indicada?

A inseminação intrauterina é indicada para casais que não conseguem engravidar naturalmente.

A inseminação intrauterina é indicada para casais que não conseguem engravidar naturalmente.

Normalmente, o método é indicado como tratamento inicial para casais que não conseguem engravidar naturalmente já algum tempo. Em geral, em casos de baixa complexidade e para a indução da ovulação.

A inseminação intrauterina também pode ser classificada de acordo com a origem do sêmen, como por exemplo, Inseminação com Sêmen do Parceiro (IAP) e Inseminação com Sêmen de Doador (IAD).

A IAP é indicada principalmente aos casais com infertilidade sem causa aparente, mulheres com disfunções ovulatórias, cervicais ou com endometriose leve/moderada, mas que possuem pelo menos uma trompa pérvia (não obstruída), e sistema reprodutivo íntegro capaz de gerar o embrião. 

No caso do homem, ele pode apresentar alguma leve alteração nos espermatozoides (como gametas lentos ou com dificuldades de movimentação), mas com qualidade seminal adequada após o processamento seminal.

Já a IAD é indicada quando o parceiro possui Azoospermia (ausência de espermatozóides no sêmen) ou quando não há a presença de um parceiro masculino, ou seja, quando a mulher é solteira ou o casal homoafetivo, no caso, formado por duas mulheres.

Inseminação artificial X Fertilização in vitro

Embora muita gente se refira à reprodução assistida como inseminação artificial em todos os procedimentos, a inseminação intrauterina é diferentes da fertilização in vitro.

Enquanto a inseminação é feita através da injeção de sêmen na cavidade uterina para que os espermatozóides atinjam as trompas, a fertilização in vitro é feita em laboratório, com ambos os gametas masculino e feminino, ou seja, fora das trompas de Falópio. 

Ele pode ser feito de duas maneiras: os espermatozóides são colocados ao redor dos óvulos para que eles fertilizem os óvulos por si próprios; ou por meio da injeção intracitoplasmática, quando o espermatozóide é inserido no interior do óvulo com o auxílio de uma agulha.

Dessa forma, os embriões formados pela fertilização são mantidos no laboratório por um prazo de 2 a 5 dias antes de serem transferidos para o útero da mulher, em um procedimento simples de transferência de embriões. 

Como saber se a reprodução assistida é necessária?

O primeiro passo a ser dado quando existe o desejo de engravidar é fazer todas os exames pré-concepcionais, a fim de detectar algum problema que possa impedir a gravidez e garantir que o casal esteja saudável e apto para reproduzir. 

No caso de algum problema específico que impeça a concepção, somente um especialista em reprodução assistida poderá indicar a melhor solução ou tratamento. Se nenhum problema for detectado e, mesmo assim, após um ano de tentativas de engravidar sem sucesso, com relações sexuais regulares sem uso de nenhum método anticoncepcional, recomenda-se procurar um médico.

Caso a mulher tenha mais que 35 anos, procure o médico após 6 meses de tentativas frustradas. No caso dos homens, os problemas mais comuns são as alterações na contagem de espermatozóide baixa, mobilidade, morfologia e diferentes bloqueios.

Já para as mulheres, alguns problemas mais comuns são o fato dos ovários não liberarem óvulos regularmente, trompas de Falópio bloqueadas ou problemas uterinos.

Como é feita a Inseminação Intrauterina ou Artificial

O processo de inseminação intrauterina é de baixa complexidade

O processo de inseminação intrauterina é de baixa complexidade

O processo de inseminação intrauterina é considerado de baixa complexidade. Ao optar pelo procedimento, o casal passa a ter o coito programado e o ciclo menstrual da mulher acompanhados pelo médico, este último através de ultrassonografias transvaginais seriadas. 

No entanto, para que a inseminação seja feita, é preciso retornar à clínica durante o período ovulatório para a inserção do sêmen do parceiro ou doador, na cavidade uterina, para que seja facilitado o encontro dos gametas e a fertilização natural. 

A inseminação pode ser realizada durante o ciclo natural da paciente ou utilizar baixas doses de medicamentos para o estímulo da ovulação.

Após a coleta de sêmen, por masturbação em ambiente apropriado (de preferência na clínica) ou pelo banco de sêmen, caso a doação seja necessária, ele é processado no laboratório. 

As amostras são selecionadas com o intuito de separar o maior número possível de espermatozóides saudáveis. Isso de acordo com a sua morfologia e mobilidade, retirando células imaturas e restos celulares e concentrando-os em um pequeno volume de material para a inseminação posteriormente.

Todo o tratamento tem duração de um mês, a contar do início da inseminação à confirmação ou não da gravidez.

Processo de inseminação intrauterina:

  • A mulher deve tomar medicamentos para indução da ovulação durante o coito programado, via oral ou via subcutânea através de injeções, no início do ciclo menstrual por cerca de 15 dias.
  • Durante o período de estimulação, são realizadas ultrassonografias seriadas para acompanhamento do crescimento dos folículos, onde se encontram os óvulos que serão liberados.
  • Quando os folículos estiverem maduros, prontos, outro medicamento é administrado para permitir a liberação dos óvulos. 
  • No momento da ovulação, marca-se a consulta para a inserção dos espermatozóides dentro do útero.
  • O processo é semelhante a um exame de Papanicolau, em que insere-se um bico de pato na vagina da mulher e um cateter bem fino para a transferência dos espermatozoides, através de um aparelho de ultrassonografia para o seu posicionamento.
  • Os espermatozóides são depositados no colo do útero, por inseminação intracervical, ou mais próximos às trompas, na inseminação intrauterina, sendo este o método mais utilizado, por conta dos melhores resultados.
  • Após 12 dias do procedimento, realiza-se um teste de gravidez para a confirmação da gravidez. Caso não tenha havido fecundação, um novo procedimento é marcado para o próximo ciclo.

Como se preparar para o procedimento

No caso da presença de um parceiro, o homem deve ficar em abstinência sexual de dois a cinco dias antes da coleta do sêmen, para garantir a sua qualidade. É importante também evitar nesse período o estresse excessivo, aumento de temperatura na região genital, consumo exagerado de álcool e o fumo.

Já a mulher não necessita de grandes preparos, apenas comparecer no horário e data marcada à clínica para realizar o procedimento. No entanto, ela deve estar em dia com sua saúde reprodutiva para a futura gestação, isto é, no peso adequado, com as vacinas em dia, sem fumar e tomando o suplemento com ácido fólico. 

Por isso, é importante fazer todos os exames ginecológicos pré-conceptivos para verificar a presença de alguma doença crônica que precise ser controlada na gestação ou possíveis impedimentos.

O que pode garantir o sucesso da inseminação intrauterina?

A inseminação intrauterina tem de 15-25% chances de sucesso.

A inseminação intrauterina tem de 15-25% chances de sucesso.

Como durante o procedimento da inseminação intrauterina, os espermatozoides selecionados em laboratório ou doados são colocados no útero da mulher durante o seu período ovulatório, espera-se que a trompa capture o óvulo e que os espermatozóides penetrem na trompa para se unirem ao óvulo, a fim de formar o embrião. 

Uma vez fecundado, o óvulo será encaminhado até o útero, onde será implantado, iniciando a gravidez. Mas tudo isso ocorre naturalmente, através do processo biológico de reprodução feminina.

Portanto, ao alcance do médico estão apenas os seguintes procedimentos:

  • Fazer um bom diagnóstico para determinar os problemas ou impedimentos para a gestação;
  • Realizar uma separação adequada dos espermatozoides de boa qualidade e mobilidade, sendo idealmente necessários, pelo menos 5 milhões de espermatozóides, e uma das tubas funcionando;
  • Evidenciar, por meio do ultrassom, o efeito dos estimulantes no crescimento dos folículos e induzir a ovulação no tempo correto; e
  • Colocar os espermatozóides dentro do útero no momento propício, próximo da ovulação.

Como dissemos, uma vez inseridos os espermatozóides, o processo é natural, de modo que o médico tem influência nesse andamento. No entanto, é possível a administração de hormônios como a progesterona após a inseminação, a fim de de melhorar a receptividade do útero ao embrião.

Taxas de sucesso na inseminação artificial

As taxas de sucesso do tratamento podem ser influenciadas por diversos fatores e dependem muito das causas de infertilidade diagnosticadas, como a idade da mulher, gravidade dos problemas, reserva de óvulos, entre outros. 

De qualquer forma, a média de sucesso é de aproximadamente 15-25% para a inseminação intrauterina e de 50-60% na fertilização in vitro, em pacientes com 35 anos ou menos, por cada tentativa. 

Em comparação, uma gravidez natural possui valores entre 14 e 18% de chance de ocorrer a fecundação, sendo que cerca de 15% da população mundial enfrenta alguma dificuldade para engravidar, sejam homens ou mulheres. 

Por isso, para quem deseja ter filhos, os tratamentos de reprodução assistida como a inseminação intrauterina e a fertilização in vitro podem ser uma boa solução.

No caso de inseminação intrauterina, quanto mais velha for a mulher, menores são as chances de engravidar, ficando cada vez mais reduzidas após os 35 anos.

Embora a taxa de gravidez seja variável, bons indícios que indicam um procedimento favorável são:

  1. Número de folículos maiores que 16 mm no momento da indução da ovulação;
  2. Demonstração ultrassonográfica clara de ovulação; e
  3. Quantidade de contrações uterinas após a inseminação, manifestadas por cólicas.

Em caso de insucesso, recomendam-se até duas novas tentativas, em ciclos consecutivos sem prejuízos. Mas depois disso, o tratamento é considerado ineficaz, sendo a fertilização in vitro uma outra opção.

Por outro lado, quando bem indicada e bem conduzida, a inseminação intrauterina é um excelente método para a gravidez, com relação custo-benefício extremamente maior em comparação com a fertilização in vitro.

Quais são os efeitos colaterais e riscos do procedimento?

Existem alguns efeitos colaterais durante o tratamento, porém raramente são graves. Os mais comuns são inchaço, dores de cabeça e dores pélvicas.

No entanto, pode ocorrer a Síndrome de Hiperestimulação Ovariana, um acúmulo de líquido na região abdominal causado pela resposta excessiva aos medicamentos. Ocorre no caso de uma maior produção do hormônio estradiol, sintetizado nos ovários, aumentando o inchaço e as chances da mulher ter trombose na gravidez.

Porém, esse risco é baixo e menos frequente na inseminação intrauterina, pois o tratamento utiliza doses baixas de hormônios na maioria dos casos.

Existe também uma maior chance (15%) de uma gravidez gemelar, considerada de risco por conta de um maior cuidado pré-natal e partos prematuros.

Onde fazer a inseminação intrauterina?

Normalmente, tratamentos de reprodução assistida e fertilidade devem ser feitos em clínicas especializadas em reprodução humana, de preferência de qualidade e com profissionais especializados no assunto.

A maior parte destas clínicas de fertilização realiza a inseminação intrauterina, mas o médico que irá realizá-la DEVE ter especialização em medicina reprodutiva. Portanto, sempre opte por locais com indicações de conhecidas ou ligados aos centros de medicina renomados para ter mais segurança.

Quanto custa uma inseminação artificial ou intrauterina?

Geralmente, a inseminação intrauterina é considerada uma opção de baixo custo, que costuma girar em torno de R$ 2.500,00 a R$ 5.000,00 (sem medicamentos inclusos). 

Mas é importante lembrar que, caso opte pelo procedimento, é possível que você tenha que concluir três a seis ciclos de tratamento, antes de passar para outros tratamentos, como a fertilização in vitro. 

Já a fertilização in vitro é um procedimento mais caro, ficando em média de R$ 15.000,00 a 20.000,00 (com medicamentos inclusos).