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Indutor de Ovulação

Indutor de Ovulação

Postado em: 10 de junho de 2020

Atualizado por danijardim em 10 de junho de 2020

As causas para a infertilidade feminina podem ser várias, porém as mais comuns estão relacionadas às falhas na ovulação ou a problemas hormonais. No entanto, após alguns exames específicos que descartam outras complicações mais sérias, no caso de uma dessas causas estar presente pode ser recomendado o uso de algum tipo de indutor de ovulação. […]

As causas para a infertilidade feminina podem ser várias, porém as mais comuns estão relacionadas às falhas na ovulação ou a problemas hormonais. No entanto, após alguns exames específicos que descartam outras complicações mais sérias, no caso de uma dessas causas estar presente pode ser recomendado o uso de algum tipo de indutor de ovulação.

Como o próprio nome já indica, a sua função é induzir a ovulação através do crescimento do folículo ovariano até que esse se rompa e libere o óvulo a ser fecundado. 

Há vários tipos de indutores de ovulação, mas todos eles são são medicamentos à base de citrato de clomifeno (Indux, Serophene, Clomid, entre outros) com a função de auxiliar na ovulação de mulheres que não conseguem desempenhar essa função ou possuem ovulação irregular, incluindo quem possui síndrome dos ovários policísticos.

Normalmente, esses medicamentos trazem o Hormônio Folículo-Estimulante (FSH), responsável por estimular o crescimento dos folículos e o Hormônio Luteinizante (LH), que induz a ruptura do folículo para a liberação do óvulo, além de induzir seu amadurecimento.

A indução é feita após uma análise do histórico médico do casal e diagnóstico de anovulação feminina. Ou seja, quando não há a presença de alterações anatômicas, como obstrução das trompas, e o homem tem o sêmen normal, diagnosticado através de um espermograma. 

A solução pode vir somente com uso do indutor de ovulação e relações sexuais programadas ou até mesmo através de uma fertilização in vitro ou inseminação artificial.

Quer entender um pouco mais sobre o indutor de ovulação? No artigo abaixo vamos explicar para que serve, quando costuma ser indicado, seus benefícios, contra indicações e riscos.

Confira!

Quando o indutor de ovulação é indicado?

médico explicando ao paciente sobre o indutor de ovulação

O indutor de ovulação é indicado em tratamentos de fertilização.

Normalmente, a maioria dos tratamentos de fertilização, desde os mais simples aos mais complexos, faz uso de indutor de ovulação, seja na forma oral ou injetável, dependendo de cada paciente e da causa da infertilidade.

Embora nem sempre seja o caso de infertilidade, algumas mulheres ainda assim podem ter a necessidade de induzir a ovulação através do medicamento, pois apesar de menstruar normalmente podem não ovular, o que impediria a gravidez.

Assim, o indutor de ovulação pode ajudar a facilitar a gravidez, pois a estimulação ovariana aumenta as chances de gravidez em mulheres com subfertilidade. O mesmo é indicado em casos de mulheres com problemas hormonais como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). Apesar de cerca de 8 em cada 10 mulheres com SOP que tomam o medicamento voltarem a ovular, apenas a metade delas engravida, mesmo ovulando. 

Nestes casos, a taxa de retorno à ovulação com esse medicamento é de aproximadamente 85%, sendo a chance de gravidez de aproximadamente 15% por mês. E por conta dessa limitação, seu uso é indicado para mulheres jovens e por um máximo de 3 ciclos.

Um indutor de ovulação também pode ser usado, junto com outros medicamentos, durante os tratamentos de fertilidade como a fertilização in vitro, para fazer com que os ovários produzam vários óvulos.

Além disso, o clomifeno também pode ajudar homens em determinados casos de desequilíbrio hormonal ligados a baixa contagem, qualidade ou motilidade dos espermatozoides.

No entanto, em todos os casos é fundamental seguir rigorosamente a prescrição médica e comprovar a ovulação após o uso do medicamento por meio de um ultrassom transvaginal seriado.

Qualquer mulher pode usar indutor de ovulação?

mulher checando exame de gravidez após usar o indutor de ovulação

A mulher que estiver tendo problemas para engravidar por mais de um ano pode se beneficiar do indutor de ovulação.

Em primeiro lugar, o indutor de ovulação por si só não faz milagres e pode trazer sérios riscos para a mulher se usado indiscriminadamente e sem acompanhamento ou indicação médica. 

Normalmente, recomenda-se que após um ano de tentativas de engravidar naturalmente e sem sucesso, o casal faça exames para diagnosticar primeiro o motivo da infertilidade. 

Caso não seja constatado um problema específico, alguma obstrução na trompas, sêmen anormal ou mesmo uma anovulação, o médico pode indicar o uso de indutor de ovulação para facilitar a gravidez.

Essa administração do medicamento, então é recomendada aos poucos, dependendo de como o organismo da mulher vai respondendo a ele. Portanto, NUNCA decida tomar um indutor de ovulação por conta própria e sem acompanhamento médico especializado.

Em geral, o obstetra pode fazer uma primeira tentativa com indutores de ovulação mais simples, e caso não haja resultados positivos, ele encaminhará a paciente a um especialista em fertilidade.

E se a mulher não responder ao indutor?

O indutor pode ser menos eficaz em mulheres com IMC (índice de massa corporal) acima de 30, sendo recomendado também uma dieta e outras medidas para emagrecer.

Isso porque qualquer perda de peso do corpo considerável já aumenta as chances de ovulação, às vezes nem precisando usar indutores, principalmente quando a mulher reduz a ingestão de açúcar e carboidratos.

Como alternativa, o médico também pode receitar o uso de metformina (Glifage), um medicamento que ajuda o organismo a responder ao indutor de ovulação (Clomifeno) e que contribui para o aumento das chances de ovular e engravidar. Ela é especialmente útil em casos de mulheres com resistência à insulina e até diabetes.

Outra alternativa mais recente ao clomifeno, para quem não responde bem a ele, é o letrozol (Femara), que originalmente é um medicamento para o câncer de mama, além de gonadotrofinas, que podem ser na forma de FSH puro ou associado ao LH. Mas, por terem um efeito direto, as taxas de ovulação e gravidez são um pouco maiores do que com citrato de clomifeno.

Existem outras alternativas de tratamento para induzir a ovulação, mas somente são indicadas em casos específicos. Em todos os casos, esses medicamentos são sempre indicados com orientação e acompanhamento médico.

Como funciona o indutor de ovulação?

mulher aplicando indutor de ovulação com seringa na barriga

Um indutor de ovulação é composto de hormônios para estimular a produção de óvulos.

Um indutor de ovulação é composto de clomifeno, sendo o citrato de clomifeno o seu princípio ativo, uma droga administrada na forma de pílulas. 

Basicamente, a sua função é regular o ciclo menstrual e aumentar os níveis dos dois principais hormônios, responsáveis pela ovulação: o Hormônio Folículo-Estimulante (FSH), que estimula o crescimento dos folículos e o Hormônio Luteinizante (LH), que induz a ruptura do folículo e libera o óvulo, além de induzir seu amadurecimento.

Isto é, o medicamento age diretamente na hipófise induzindo o órgão a produzir mais FSH, que estimula os folículos, preparando os ovários para liberar os óvulos. 

Após a ação do medicamento, o hipotálamo, região do cérebro que regula suas funções básicas, como a temperatura, libera o hormônio luteinizante (LH), que sinaliza aos ovários a hora de liberar os óvulos maduros de seus folículos.

Tipos de Indutores de Ovulação

Há mais de um tipo de indutor de ovulação.

Há mais de um tipo de indutor de ovulação.

Em geral, o indutor de ovulação mais usado nos consultórios de ginecologia são os orais a base de clomifeno, que são vendidos na farmácia através de receita médica e com um baixo custo. Porém, eles podem também ser comercializados livremente, sem precisar de receita médica.

Há também os indutores injetáveis, que por serem mais caros, inibem um pouco o uso indiscriminado do medicamento. Esse indutores injetáveis são mais usados nas clínicas de fertilidade para o processo de fertilização in vitro ou inseminação artificial, sempre em conjunto com medicamentos à base de HCG para fazerem com que a ovulação aconteça.

No entanto, esse livre comércio tem contribuído para o seu uso indiscriminado, ameaçando a saúde reprodutiva da mulher.

Qual a duração e dose indicada para os indutores?

No caso do médico indicar o uso de um indutor de ovulação, a maioria das mulheres deve utilizá-lo por no máximo 3 a 6 ciclos, provavelmente precisando de um ou dois ciclos para começar a ovular regularmente. 

Normalmente, o medicamento é iniciado entre o segundo e o sexto dia do ciclo menstrual, e duram apenas cerca de cinco dias. A ovulação costuma acontecer de 5 a 12 dias depois do último comprimido. 

O médico faz a monitoração por exame de sangue, teste de ovulação, medição de temperatura e ultrassons seriados para saber exatamente se os ovários estão preparando folículos para a liberação de óvulos.

Caso positivo, programam-se as relações sexuais em conjunto com os ultrassons para se estabelecer exatamente o melhor dia para a relação sexual.

Por outro lado, a sua dose vai sendo ajustada pelo médico de acordo com as reações do organismo da mulher. No entanto, de um modo geral a dose inicial deve ser de 50 mg diariamente por um período de 5 dias ou doses de 100 mg em casos de mulheres que nunca tomaram indutor de ovulação antes.

Em todo caso, o mais prudente é começar com uma dosagem mais baixa e conforme necessidade, aumentar a dose gradativamente até o máximo de 150 mg diária por 5 dias. 

Após 6 meses ou dos 150mg diários, se o tratamento não der resultado, o médico deve discutir outras opções com você ou talvez cogitar um tratamento com indutor injetável. No caso da mulher não responder ao medicamento, o médico pode indicar um especialista em reprodução para avaliar a possibilidade de usar outras drogas ou alguma opção cirúrgica.

O uso de indutor de ovulação acarreta em gravidez gemelar?

Como o indutor tem a função de induzir a ovulação, é possível que os folículos liberem mais de um óvulo, elevando as chances de uma gravidez gemelar ou múltipla. Sendo assim, as mulheres em tratamento com clomifeno têm cerca de 10% de probabilidade de ficar grávidas de gêmeos e 0,5% de probabilidade de engravidar de trigêmeos. 

No entanto, os bebês não serão idênticos, por terem sido originados por óvulos diferentes. Além disso, não é aconselhável a tomar indutores com o objetivo de engravidar de gêmeos, por conta dos riscos de complicações sérias, como o parto prematuro.

Benefícios e riscos do indutor de ovulação

Quando o indutor de ovulação é prescrito da forma adequada e tomado respeitando todas as prescrições médicas, eles são muito eficientes para promover a fertilidade e facilitar a gravidez, até para controlar os ciclos menstruais. 

Porém, o seu uso indiscriminado ou de maneira errada pode atrapalhar a saúde da mulher.  Por isso, todo medicamento para induzir a ovulação só deve ser usado sob orientação médica, pois apenas um especialista pode saber qual o medicamento mais adequado e a dosagem para o seu caso.

Além disso, em se tratando de medicamentos, principalmente hormônios, os efeitos colaterais sempre devem ser levados em consideração. Na maioria das vezes, eles podem ser apenas dores da estimulação ovariana, como cólicas mais fortes na região do baixo ventre onde ficam os ovários, mas nem sempre é o caso. 

Além disso, há sintomas mais comuns como ondas de calor, dor de cabeça, inchaço e dor abdominal, variações de humor e depressão e sensibilidade nos seios. Porém, há complicações bem mais sérias que podem acontecer.

Efeitos colaterais mais sérios

Como dissemos, qualquer remédio ligado à fertilidade que contenha hormônio pode causar uma série de efeitos colaterais desagradáveis e até perigosos. 

Por exemplo, o citrato de clomifeno na composição do medicamento costuma afinar o endométrio tornando-o hostil para receber o óvulo fecundado ou dificultando a fixação do embrião nas paredes do útero e assim, diminuindo a chance de uma gravidez.

Por isso, o uso de indutor de ovulação é sempre condicionado em conjunto com um medicamento amenizador, como o Estrell, que torna o endométrio mais espesso e macio para a implantação do embrião no útero.

Outra consequência seria a gravidez gemelar, que é sempre considerada de risco, caso a estimulação da ovulação seja bem-sucedida e provoque a liberação de mais de um óvulo.

No entanto, o maior risco que um indutor de ovulação pode trazer é o de causar a síndrome da hiperestimulação ovariana (SHO), um problema grave, embora bem raro, mas que aumenta o risco quando o clomifeno é tomado em conjunto com o hCG (gonadrotrofina coriônica humana).

Nesse caso, o abdômen se enche de líquido e pode exigir internação, podendo causar a perda do ovário afetado e até a morte. Mesmo os casos leves são muito dolorosos e impossibilitam a gravidez naquele momento.

Doses acima de 100g ou mais também podem causar secura vaginal e até distúrbios visuais. Neste caso, comunique qualquer alteração na visão o quanto antes. E em qualquer sinal de desconforto ou outros sintomas, converse com o seu médico.

Em contrapartida, existem muitos medicamentos hoje que são muito eficientes em ajudar os ovários a ficar apropriados para receber o indutor de ovulação, seja ele oral ou injetável. 

Assim, tanto as vantagens quanto os riscos do seu uso devem ser avaliados pelo médico especialista antes de receitá-lo à paciente. Por isso, NUNCA se automedique. Respeite a orientação médica. Isso pode ser muito arriscado para a sua saúde e adiar ainda mais o seu sonho de engravidar.