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Exames Hormonais Femininos para Engravidar

Exames Hormonais Femininos para Engravidar

Postado em: 31 de março de 2020

Atualizado por Dr. Joji Ueno em 14 de abril de 2020

A confirmação da gravidez é um momento especial muito esperado por quem está planejando engravidar. Por isso, é importante que o organismo da mulher esteja preparado e saudável para garantir uma gestação tranquila. Para isso, existem os exames hormonais femininos e exames pré-concepcionais, ou seja, exames feitos antes de engravidar para avaliar as condições físicas […]

A confirmação da gravidez é um momento especial muito esperado por quem está planejando engravidar. Por isso, é importante que o organismo da mulher esteja preparado e saudável para garantir uma gestação tranquila. Para isso, existem os exames hormonais femininos e exames pré-concepcionais, ou seja, exames feitos antes de engravidar para avaliar as condições físicas atuais da mulher.

Eles servem para detectar possíveis problemas que possam vir a ocorrer durante a gestação ou identificar causas de alguma dificuldade para engravidar e até para diagnosticar possíveis problemas de infertilidade. 

Ou seja, partir desses exames é possível não só identificar diferentes doenças, como diabetes, ovários policísticos e problemas na tireoide através das taxas hormonais, como também saber a razão para estar presenciando dificuldades de engravidar, antes do médico tenha que partir para procedimentos mais complexos, a fim de investigar uma infertilidade.

Portanto, fazer todos os exames hormonais antes de engravidar é essencial para quem está planejando a gravidez, seja ela imediata ou futura. Isso porque os hormônios estão intimamente relacionados à gravidez e impactam diretamente na fertilidade, além de também afetar o comportamento, as emoções, a libido e o ciclo menstrual.

Sendo assim, os exames hormonais femininos são fundamentais para que toda mulher possa realizar o sonho de ser mãe de forma saudável. 

Quer saber quais são eles? Confira abaixo o assunto completo!

Hormônios femininos: O que são e para que servem?

É preciso fazer exames hormonais femininos periodicamente.

É preciso fazer exames hormonais femininos periodicamente.

Os hormônios são substâncias químicas produzidas pelo nosso próprio organismo pelas glândulas endócrinas, neurônios ou alguns órgãos, como os reprodutores. Produzimos ao todo cerca de 60 tipos de hormônios, cada um com uma função específica e fundamental para o funcionamento adequado do corpo humano.  Todos os hormônios atuam dentro das células, transportando informações entre elas e fazendo a integração entre os sistemas do organismo.

Eles auxiliam na reprodução, no crescimento e na regeneração celular e regulam determinadas funções corporais através de efeitos de indução ou inibição para a estabilidade do funcionamento de vários órgãos do corpo. 

No sistema reprodutivo, os hormônios são fundamentais e determinam a fertilidade da mulher e do homem. Portanto, para que todas essas atividades sejam exercidas no organismo, o equilíbrio na produção hormonal é fundamental e deve ser constante. 

Como identificar o desequilíbrio hormonal

Dentre os principais hormônios femininos, podemos citar o estrogênio e a progesterona, fabricados pelos ovários. Eles entram em atividade na adolescência e sofrem variações constantes no decorrer da vida da mulher, em consequência da hora do dia, do ciclo menstrual, do estado de saúde, menopausa, uso de alguns medicamentos, estresse, fatores emocionais e gravidez. 

Portanto, é comum desequilíbrios acontecerem em diversas fases da vida dessa mulher. No entanto, o desequilíbrio hormonal dificilmente é identificado rapidamente. No caso das mulheres,l é possível identificar alterações hormonais observando a regularidade do ciclo menstrual. 

Isso porque os distúrbios hormonais são causas comuns de ciclos menstruais irregulares, seja pela amenorréia (ausência da menstruação) ou pelo sangramento uterino irregular (ciclos menstruais mais curtos ou mais espaçados com alteração de fluxo menstrual). 

Mas como os hormônios circulam no organismo pelo sangue através dos vasos sanguíneos, é possível verificar a sua dosagem através de exames hormonais femininos para avaliar prováveis desarranjos no metabolismo. 

Além disso, existem diversos outros sintomas que podem indicar desequilíbrios hormonais, embora sejam mais difíceis de identificar, tais como:

  • Irritabilidade;
  • Ansiedade;
  • Depressão;
  • Dor de cabeça;
  • Dor ou aumento da sensibilidade das mamas;
  • Retenção de líquidos ou inchaço nas pernas;
  • Cansaço;
  • Queda de cabelo;
  • Aumento de pelos corporais.

O ideal é a mulher ficar atenta aos sinais que o corpo emite, pois eles indicarão possíveis problemas no organismo. O desequilíbrio hormonal pode estar associado a problemas de infertilidade feminina, como a ausência ou dificuldades de ovulação. Assim, os exames hormonais femininos podem ajudar a identificar esses fatores.

Principais hormônios femininos e suas funções

Há vários tipos de hormônios femininos.

Embora os principais hormônios femininos sejam o estrogênio e a progesterona, existem vários outros hormônios que podem ser mapeados durante os exames hormonais femininos para identificar possíveis desequilíbrios ou viabilizar a gravidez. Veja abaixo:

1. Progesterona

A progesterona é o hormônio produzido no ovário na segunda metade do ciclo menstrual da mulher, logo após a ovulação (fase lútea). Ele é responsável por regular o ciclo, participando ativamente na receptividade do endométrio para o processo da implantação do embrião no útero desta forma viabilizando a gestação. 

Sua principal função é preparar camada interna do útero (camada endometrial) para receber embrião, tornando viável a implantação do embrião na parede uterina, evitando que ele seja expulso pelo corpo. 

Além disso, é a progesterona que estimula também o preparo das mamas para a produção do leite materno. Portanto, a progesterona prepara o útero para a reprodução e estimular o desenvolvimento mamário. 

Normalmente, os níveis de progesterona costumam aumentar após a ovulação, sendo que na presença de gravidez, mantêm-se altos para que as paredes do útero continuem se desenvolvendo. 

No entanto, caso não tenha ocorrido a gravidez, os ovários deixam de produzir progesterona, levando à destruição do revestimento do útero, eliminado através da menstruação.

Se durante os exames hormonais femininos os níveis de progesterona apresentarem-se baixos no organismo, principalmente entre os dias 21º e 22º do ciclo menstrual, é possível diagnosticar problemas como ausência de ovulação ou insuficiência da fase lútea, que impossibilita a implantação do embrião no útero.

Portanto, a sua deficiência pode ser causa de infertilidade, irregularidade no ciclo menstrual e abortamento de repetição. Já o excesso de progesterona pode acarretar sonolência, acne, humor depressivo, fadiga, dores articulares e alterações intestinais (constipação).

2. Estrogênio

Assim como a progesterona, o estrogênio é um dos principais hormônios femininos produzido pelos ovários e liberado na primeira fase do ciclo menstrual. Ele também é responsável pela regulação do ciclo hormonal, controle da ovulação durante a idade fértil e preparo do útero para a reprodução. 

Durante a puberdade, os estrogênios promovem o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários da mulher, estimulando o desenvolvimento dos seios e maturação do aparelho reprodutor, como o crescimento uterino.

Eles também atuam no crescimento de outras células, aumentando o tamanho de músculos, mamas e glândulas e alterando a distribuição da gordura do corpo na mulher, geralmente depositado em torno do quadril, nádegas e coxas. 

Além disso, é ele que confere todas as características femininas das mulheres, como tamanho dos seios e textura e brilho da pele, protege as células nervosas e prepara o corpo feminino durante a gravidez (aumenta o tecido mamário, do útero e da vagina).

A sua deficiência pode causar osteoporose, suores noturnos, esquecimento, insônia e infertilidade. Já o excesso de estrogênio pode causar dor de cabeça, maior risco de episódios de trombose, náuseas e vômitos.

3. Testosterona

A testosterona, embora seja um hormônio encontrado em níveis mais altos nos homens, também é produzido pelos ovários, só que em menores quantidades. Ele é fundamental para a saúde sexual da mulher e também está presente em sua circulação sanguínea. 

Ele é responsável em ajudar a promover o crescimento muscular e ósseo. A sua deficiência pode causar disfunção sexual, diminuição na libido, desejo sexual hipoativo, perda de massa muscular, anemia, distúrbios do sono, fadiga ou aumento da gordura corporal. 

Já o seu excesso pode causar sintomas tipicamente masculinos como presença de pêlos no rosto e alteração na tonalidade da voz (voz mais grave), comportamento agressivo, acne, aumento da pilificação, perda de cabelo ou sinais de virilização (hipertrofia de clitóris).

4. Melatonina

A melatonina não é um hormônio sexual, mas está intimamente correlacionado ao  funcionamento adequado do ciclo hormonal e da ovulação, através da sua presença no fluido folicular ovariano.

Também conhecido por “hormônio do sono”, a melatonina é produzida pela glândula pineal (localizada no cérebro), sendo relacionado à estabilidade do ciclo sono-vigília (regulação do sono), além de ter possível participação na recuperação de células neurológicas em casos de doença de Alzheimer. 

Portanto, a sua deficiência pode causar distúrbio de ovulação, falência ovariana precoce (devido ao aumento de estresse oxidativo das células). Já o excesso de melatonina pode acarretar em desenvolvimento de tumores no sistema genital feminino.

5. Cortisol

O hormônio cortisol é produzido pelas glândulas supra-renais, sendo responsável por diversas funções do corpo, tais como ações anti-inflamatórias (especialmente no combate às alergias e alguns tipos de câncer), metabolismo da glicose e respostas imunes. 

A sua deficiência pode causar insônia, fadiga, falta de apetite e ansiedade. Já o seu excesso pode acarretar em perda de cabelo, diminuição do tecido muscular, cicatrização lenta e insônia.

6. LH e FSH

Esse dois hormônios atuam no amadurecimento e liberação do óvulo, sendo que é por meio deles que ocorre o crescimento do folículo, revestimento que envolve o óvulo antes da ovulação.

O hormônio folículo estimulante (FSH) atua tanto na produção dos espermatozóides no homem e quanto na dos óvulos nas mulheres, sendo que a sua dosagem pode auxiliar na determinação da causa de baixa produção de espermatozóides ou dos motivos de irregularidade menstrual. 

Sendo assim, níveis elevados de FSH no sangue podem estar ligados à insuficiência ovariana ou também à sua falência, além de insuficiência testicular. Já o hormônio luteinizante (LH) é o que faz o folículo romper e liberar o óvulo maduro no ovário. Por isso, ambos são considerados responsáveis pela ovulação.

7. TSH – tireoide

O hormônio estimulante da tireoide (TSH) é outro hormônio importante para a gravidez, pois atua em conjunto com outros hormônios reprodutivos, como a progesterona. Ele garante o funcionamento correto dos ovários e também atua no amadurecimento dos óvulos.

Em casos de desequilíbrios na glândula da tireoide, como a produção excessiva de hormônios (hipertireoidismo) ou insuficiente (hipotireoidismo), surgem distúrbios na ovulação, diminuindo as chances de engravidar.

8. Prolactina

A prolactina ou “Prl”, popularmente conhecida como “hormônio do leite”, está diretamente ligada à fertilidade feminina, atuando diretamente nas chances de concepção. Isso porque ele regula a função sexual e estimula a produção do leite materno. 

Durante o ciclo menstrual, a prolactina é responsável pelo hormônio que libera a gonadotrofina (GnRH), que funciona regulando a liberação dos hormônios FSH e LH. Seus níveis costumam aumentar antes da menstruação, mas depois normalizam. 

Entretanto, quando apresenta níveis elevados no organismo, o excesso desse hormônio pode influenciar na infertilidade, provocando irregularidades menstruais e também na anovulação crônica, que consiste na ausência de ovulação.

9. Hormônio antimulleriano (AMH)

O hormônio antimulleriano (HAM ou AMH) é produzido pelas células dos ovários (células da granulosa de folículos antrais e pré-antrais), sendo responsável por controlar o desenvolvimento dos folículos. 

Quando produzido pelos folículos em crescimento ou com potencial de crescimento, permite acompanhar a reserva ovariana, pois indiretamente indica a quantidade e a qualidade dos folículos ainda existentes nos ovários. 

Por isso, seu exame hoje é o melhor marcador de reserva ovariana (quantidade de óvulos disponíveis nos ovários) e também usado para o cálculo da dose das medicações necessárias para a indução da ovulação.

É comum os níveis de AMH diminuírem com a idade, podendo chegar até quase zero com a aproximação da menopausa. Em possíveis casos de infertilidade, níveis baixos de AMH significam dificuldade para obter óvulos de qualidade em ciclos naturais e menor resposta à estimulação ovariana em ciclos de fertilização in vitro.

10. Androstenediona

A androstenediona é um hormônio fabricado pelas glândulas suprarrenais em ambos os sexos, pelos testículos no caso dos homens, e pelos ovários no caso das mulheres. Nas mulheres, ele é transformado em estrogênio e regula o funcionamento dos órgãos genitais e a transpiração. Nos homens, a androstenediona é transformada em testosterona.

11. Inibina B

A inibina B é um hormônio produzido pelos folículos ovarianos e funciona como um marcador da atividade ovariana, indicando a quantidade de óvulos obtidos. Os níveis mais elevados ocorrem na fase folicular entre o 7º e o 12º dia do ciclo menstrual, com pico durante a ovulação e queda na fase lútea.

No caso de níveis baixos de inibina B, há uma menor reserva ovariana, podendo causar maiores dificuldades de engravidar ou até de infertilidade.

Exames pré-concepcionais para planejamento da gravidez

Existem exames hormonais femininos pré-concepcionais para quem deseja engravidar

Existem exames hormonais femininos pré-concepcionais para quem deseja engravidar

Os  chamados de pré-concepcionais, no caso do planejamento da gravidez, são exames que servem para o médico avaliar as condições físicas e psicológicas da mulher futura gestante. 

Ao planejar uma gravidez, além dos exames de rotina de uma vida inteira, dependendo da idade da mulher, o médico pode pedir exames sorológicos para avaliar a imunidade em relação à determinadas doenças como rubéola, toxoplasmose e citomegalovirose, que durante a gestação, podem prejudicar o feto, provocando problemas de visão, retardo mental, defeitos congênitos e até morte.

Além disso, hemograma para checar anemia, tipagem sanguínea, glicemia de jejum, avaliação da função tireoidiana (TSH) e ultrassom transvaginal ou pélvico, além de sorologias para descartar sífilis, HIV e hepatites B e C.

Todos eles também vão permitir identificar doenças que possam prejudicar o bebê, como lúpus, diabetes, hipertensão e até mesmo depressão. Em conjunto com esses exames, o médico também avalia o histórico clínico da paciente, a fim de verificar eventuais problemas genéticos na família da mulher e do parceiro, como fibrose cística ou outras doenças genéticas.

No caso de algum problema hormonal são necessários exames de sangue com a função de identificar os níveis de hormônios presentes na circulação sanguínea, a fim de identificar possíveis alterações em suas dosagens. 

Algumas alterações hormonais podem pôr em risco a saúde da gestante e do bebê, podendo até impedir o desenvolvimento do óvulo ou da ovulação, tornando a gravidez menos provável.

Cada exame vai exigir um tipo de preparo específico, sendo fundamental obter todas as informações a respeito antes de realizar a coleta. Veja quais são os principais exames hormonais femininos para engravidar abaixo:

Hemograma completo

O hemograma completo, nada mais é que um exame de sangue que avalia os níveis de hemoglobina no sangue bem como a presença de anemias. Além disso é possível também avaliar a presença de alguma infecção ou alterações das plaquetas que podem estar associadas a distúrbios hemorrágicos.

Tipo sanguíneo

O exame de tipo sanguíneo e o fator RH dos futuros pais é extremamente importante para a saúde do bebê. O RH é uma proteína que pode estar ou não presente no sangue, dependendo do tipo de RH, positivo ou negativo, o resultado influenciará no acompanhamento do pré-natal e na hora do parto.

As pessoas que tem o sangue RH negativo quando entram em contato com sangue RH positivo desenvolvem um anticorpo para “destruir” o sangue RH positivo. Este tipo de anticorpo pode passar pela placenta e destruir o sangue do bebê se ele for RH positivo causando uma anemia severa e em alguns casos, se não tratada, morte fetal dentro do útero.

No casos da mulher serem RH negativo e parceiro RH positivo existe a possibilidade do bebê ser RH positivo. Neste caso precisa-se evitar que a mãe seja sensibilizada e produza o anticorpo contra o sangue RH positivo isto é feito por meio de uma vacina que é feita durante o pré-natal e após o parto. Caso a mulher seja RH positivo ou bebe RH negativo o risco desta complicação não existe. 

Exame de urina

O exame de urina, além de confirmar a gravidez, também detecta possíveis infecções no trato urinário, que podem estar associadas a abortos espontâneos e parto prematuro.

Exame de fezes

O exame de fezes tem como objetivo identificar a presença de parasitas e bactérias que podem contribuir com doenças que ocasionam a perda de mineral e de ferro, substâncias importantes na formação do bebê. 

Glicemia de jejum

Avalia o risco ou a presença da doença Diabetes Melittus, mesmo que a mulher não apresente nenhum sintoma ou não possua histórico na família. Esse é um exame de extrema importância, pois no caso da doença, podem ocorrer abortos espontâneos e má formação do bebê.

Ultrassom transvaginal ou pélvico

É feito para se observar mais profundamente possíveis anormalidades nos órgãos reprodutivos, especialmente no útero e nos ovários, como ovário policístico, útero bicorno, entre outros.

Por que fazer exames hormonais ginecológicos e exames pré-concepcionais?

Por meio desses exames hormonais femininos pré-concepcionais, o médico é capaz de identificar possíveis disfunções que podem prejudicar o bebê e a gestante durante a evolução da gravidez ou até na sua concepção. 

Através dessas avaliações hormonais, por exemplo, o médico poderá determinar possíveis necessidade de vitaminas, como ácido fólico, que quando deficiente no organismo pode causar defeitos na formação do tubo neural do bebê.

O exame de sangue, por exemplo, ao avaliar se a gestante possui imunidade para rubéola, pode indicar a necessidade de tomar a vacina. Nesse caso, a mulher deve esperar pelo menos cerca de um mês para engravidar. Além disso, todas as futuras gestantes devem estar com todas as vacinas em dia.

Além desse exames, para garantir uma gestação saudável é preciso também manter a prática de exercícios físicos regularmente, consultar seu médico com frequência e manter uma dieta equilibrada, pois alguns alimentos podem até ajudar na fertilidade.

Todos esses procedimentos aliados aos exames hormonais femininos e exames  pré-concepcionais vão permitir uma gravidez muito mais saudável e sem surpresas desagradáveis. Por isso, se for possível o planejamento, não hesite em fazer tudo que estiver ao alcance.

Inclusive, esses exames hormonais femininos podem auxiliar na investigação do diagnóstico da infertilidade, caso você já esteja presenciando dificuldades para engravidar. Eles vão poder indicar a causa do problema e identificar os tratamentos mais apropriados para o seu caso.

Isso porque disfunções hormonais são responsáveis por muitos casos de infertilidade, além de ser também através da análise de dosagens hormonais que é possível identificar casos de infertilidade relacionados à ovulação. 

As alterações hormonais também podem estar associadas a irregularidades do ciclo menstrual e à idade da mulher, por isso consulte um especialista em reprodução humana após 6 meses de tentativas de gravidez.

Testes hormonais de fertilidade/infertilidade

Para obter o diagnóstico de fertilidade ou infertilidade, o médico especialista irá pedir exames físicos completos para o casal. Com base nos resultados desses exames, é possível identificar a causa da possível infertilidade e as possibilidades de tratamento no caso de uma gravidez.

No caso da mulher, um dos principais estudos para determinar a sua fertilidade é a avaliação da reserva ovariana, como já dito acima. Isso poderá ser feito através de vários marcadores hormonais e complementado com uma ultrassonografia transvaginal. 

Vale ressaltar que, a quantidade de óvulos e a sua qualidade nem sempre estão associadas. Ou seja, é possível uma mulher jovem ter uma reserva ovariana menor em quantidade, porém uma boa qualidade dos óvulos existentes.

Para determinar a fertilidade feminina através da avaliação da reserva ovariana, é realizado um estudo de dosagem basal dos hormônios através de um exame de sangue para medir os seguintes hormônios:

  • FSH (hormônio folículo estimulante): atua nos folículos do ovário e ajuda a controlar o ciclo menstrual estimulando o desenvolvimento dos óvulos.
  • LH (hormônio luteinizante): por controlar o amadurecimento dos folículos, o aumento dos níveis de LH sinalizam se o ovário irá liberar um óvulo. Seus níveis também podem indicar se a mulher atingiu a menopausa.
  • Estradiol: é o mais importante dos estrogênios, que permite verificar o funcionamento dos ovários, entre o dia 3º e 5º do ciclo.
  • AMH (hormônio Antimülleriano): mede a reserva ovariana e a quantidade de óvulos disponíveis em um determinado mês, independente do momento do ciclo menstrual.

Exames hormonais femininos de rotina

Há vários exames hormonais femininos que devem fazer parte da rotina da mulher.

Há vários exames hormonais femininos que devem fazer parte da rotina da mulher.

Os exames  femininos de rotina são muito importantes para o diagnóstico precoce de doenças graves, por isso são chamados de preventivos. Eles evitam complicações e garantem maiores chances de sucesso no tratamento em caso de doenças. 

Esses exames de rotina são realizados para prevenir alterações hormonais e metabólicas, porém variam conforme a faixa etária e a indicação clínica. Esses cuidados preventivos são essenciais para manter a saúde em dia. 

Por isso, marque visitas ao ginecologista pelo menos uma vez ao ano faça desses exames parte da sua rotina, logo após a sua primeira menstruação.

Além dessas consultas periódicas, adote hábitos saudáveis e mantenha os exames em dia, principalmente depois da primeira relação sexual até o período da pós-menopausa.

Dessa forma, alguns exames que devem fazer parte da rotina de toda mulher são o de glicemia, colesterol total e suas frações, triglicerídeos, creatinina (avaliação da função renal), TGO e TGP (avaliação da função hepática), hemograma e exame de urina.

Independente da idade, a consulta anual é fundamental, pois com o início da puberdade o sistema reprodutor feminino pode sofrer algumas complicações, daí a importância do acompanhamento médico periódico.

Outro hábito preventivo essencial é o controle do peso com exercícios físicos e alimentação balanceada, pois o acúmulo excessivo de gordura no corpo afeta o equilíbrio entre todas as funções dos órgãos, favorecendo o aparecimento de diversas doenças, inclusive o câncer.

Exames hormonais femininos na infância e pré-adolescência

Na fase inicial da vida de toda mulher, alguns exames hormonais femininos são muito importantes para avaliar como anda o seu crescimento e o amadurecimento, tais como:

  1. Hormônio do crescimento (GH): hormônio presente em todos os sexos, produzido pela glândula hipófise, na base do crânio. É importante para o crescimento desde os primeiros anos de vida até o fechamento das cartilagens dos ossos (epífises), ao final da puberdade (entre 15 e 20 anos de idade). Em geral, uma criança cresce em média 04 cm por ano, sendo que na puberdade esse crescimento varia entre 12 cm e 13 cm ao ano. Um crescimento inferior a 04 cm na infância ou 06 cm na puberdade, recomenda-se consultar um especialista.
  2. Hormônio Folículo Estimulante (FSH) e Hormônio Luteinizante (LH): ambos são produzidos pela hipófise e juntos realizam a liberação do óvulo durante o ciclo menstrual. O hormônio folículo-estimulante (FSH) estimula a secreção de estrogênio, responsável por desenvolver na superfície do ovário um folículo que contém o óvulo, além de regular o crescimento, desenvolvimento, puberdade, reprodução e secreção de hormônios. A produção desse hormônio é estimulada pelo hormônio luteinizante (LH). Na adolescência, alguns distúrbios hormonais podem ser responsáveis por hirsutismo e acne, geralmente os hormônios envolvidos nestas doenças que devem ser monitorados são: testosterona, globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG), 17-OH-progesterona, dehidroepiandrosterona (DHEA), sulfato de DHEA e dihidrotestosterona.

Exames hormonais femininos aos 20 anos (ou ao iniciar a atividade sexual)

Alguns cuidados preventivos são necessários antes mesmo iniciar a vida sexual, como tomar a vacina contra a infecção por HPV e a Hepatite B.

Segundo o INCA, o câncer de colo de útero é o segundo tumor mais frequente entre as mulheres, atrás apenas do câncer de mama, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. 

O Ministério da Saúde também registra a cada ano 137 mil novos casos de HPV no país, um vírus responsável pela transmissão do condiloma e por 90% dos casos de câncer de colo de útero.

Mulheres que já tiveram a sua primeira relação sexual, devem incorporar o exame de Papanicolau na lista de exames de rotina, a fim de avaliar o colo uterino em busca de células alteradas e/ou indicar a necessidade de outros exames, como colposcopia e biópsia.

O ultrassom pélvico transvaginal e de mamas, colposcopia, vulvoscopia, captura híbrida e exames de sangue, são outros que ajudam na prevenção de lesões no colo do útero, miomas, cistos nos ovários, infecções, endometriose, entre outros problemas.

Exames hormonais femininos aos 30 anos

Na fase adulta da mulher, existem exames que devem monitorar o eventual aparecimento de distúrbios como o diabetes e as dislipidemias, e que trazem informações sobre riscos cardíacos e cardiometabólicos. 

Para tanto, os exames de dosagem da glicose sanguínea, da hemoglobina glicada (HbA1c) e as dosagens de colesterol total e frações (HDL, LDL e triglicerídeos), podem ser realizados anualmente.

Além disso, distúrbios da tireoide também costumam se manifestar na fase da vida adulta. A tireoide é uma glândula que atua no crescimento e desenvolvimento, no peso, na memória, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, na concentração, no humor e no controle emocional. 

Portanto, acompanhar os níveis hormonais do hormônio estimulador da tireoide (TSH) e da Tiroxina (T4L), principal hormônio produzido pela tireoide, é muito importante para a saúde.

Quando a tireoide não funciona de maneira correta, pode desequilibrar a produção de hormônios. Quando a produção é insuficiente, pode causar o hipotireoidismo e quando em excesso, pode acarretar o hipertireoidismo. 

Além disso, a ocorrência do câncer de tireoide é 30% maior em mulheres do que em homens. Portanto, é bom ficar atentas ao surgimento de nódulos no pescoço, principalmente quem tem casos de doença na família.

Doenças relacionadas ao aparelho genital feminino também são o foco nesta fase, sendo assim, colpocitologia oncótica, colposcopia e ultrassonografia devem ser mantidos na rotina.

Outro exame que deve ser feito nesta idade que está diretamente relacionado a chances de uma gravidez é a dosagem do Hormônio Anti-mulleriano (AMH) para que se tenha uma avaliação adequada da reserva de óvulos. 

Exames hormonais femininos aos 40 anos

Quando a mulher atinge 40 anos é um marco, e nessa idade a mamografia deve começar a fazer parte do check-up feminino. Segundo o INCA, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano.

O rastreamento do câncer de mama com exame clínico e mamografia é ainda mais necessário em mulheres com histórico na família. Quem tem parentes de primeiro grau que tiveram a doença antes dos 50 anos, ou que tiveram câncer bilateral de mama ou ovário em qualquer idade, já deve começar com os exames nesta fase.

Uma avaliação cardiológica nessa fase, por conta das alterações hormonais que podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares é necessária. 

O hipotireoidismo também pode afetar com mais frequência as mulheres após essa idade, por isso, os exames hormonais femininos tireoidianos devem ser realizados, associados a um ultrassom de tireoide.

Exames hormonais femininos menopausa (após 50 anos) 

A menopausa é uma fase natural da vida de todas as mulheres, que costuma chegar em torno dos 50 anos. Nessa fase, o corpo para de produzir os hormônios estrogênio e progesterona, a menstruação cessa e a mulher entra no período chamado de climatério.

Normalmente, o fenômeno traz sintomas desagradáveis como ondas de calor (fogachos), insônia, depressão, variação de humor, falta de memória, ressecamento vaginal, ganho de peso e diminuição da libido, entre outros. 

Com o tempo, a perda do cálcio dos ossos fica mais rápida, podendo evoluir para a osteoporose. Além disso, a mulher nessa idade fica mais sujeita a doenças cardíacas e degenerativas do sistema nervoso, como o mal de Alzheimer. 

Todos esses sintomas ocorrem por conta da diminuição na produção hormonal, sendo a terapia de reposição hormonal super indicada nesta fase. Além de exames de dosagens dos hormônios Estradiol, FSH e LH, para comprovar o climatério.

Mas dentre todas as doenças mais comuns nesta fase, a osteoporose é uma das que mais afetam as mulheres após a menopausa. Dosagens de cálcio, vitamina D e hormônio paratireoidiano (PTH), bem como o C-telopeptídeo (CTX) e o propeptídeo procolágeno tipo I (P1NP) se tornam muito importantes.

Nessa fase, as chances de câncer de mama, cólon e colo uterino passam a ser maiores. Recomenda-se continuar com mamografia, Papanicolau e exames de sangue, assim como colonoscopia, que ajuda a identificar tumores que afetam os intestinos grosso e reto.

Exames hormonais femininos aos 60 anos

Os exames  femininos nessa fase são os mesmos, mas precisam se tornar ainda mais frequentes. Além disso, os cuidados com a osteoporose devem ser intensificados, com a realização periódica da densitometria óssea. 

Idas ao cardiologista para prevenção da hipertensão arterial e doenças do coração devem ser frequentes, assim como demais exames de dosagem do colesterol, glicemia, cálcio e hemograma.

Conclusão

Além dos principais exames hormonais femininos, é muito importante avaliar sempre a saúde geral da mulher, por meio de check-ups completos. Isso porque algumas doenças são silenciosas e não apresentam sintomas até que a doença já esteja completamente instalada e afetando a saúde.

Por isso, as consultas médicas periódicas para fazer exames são fundamentais. Afinal, conhecer o próprio corpo é essencial para conseguir identificar as mínimas mudanças no organismo.

Se você nunca fez exames hormonais femininos em suas consultas ginecológicas, mesmo que não tenha completado 35 anos, consulte o seu ginecologista, pois muitos desses exames são cobertos pelo SUS e planos de saúde.

Todos eles podem ajudar você a planejar melhor a sua gravidez com menos riscos de infertilidade e mais saúde para você e o futuro bebê.

Embora muita gente não imagina, muitas mulheres podem ter dificuldade para engravidar por diversos motivos, nem sempre infertilidade. Uma disfunção hormonal, por exemplo, pode ser uma das causas, e isso pode ser identificada através dos principais exames hormonais femininos, assim como problemas nos órgãos sexuais. 

Mas não se preocupe, existem muitos tratamentos modernos e eficazes, com altas taxas de sucesso. O que não pode deixar de fazer são os exames hormonais femininos e de rotina antes de engravidar.

E aí, você já fez algum deles? Conte para nós!