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Espermograma: Preparo do Paciente e Como é Feito

Espermograma: Preparo do Paciente e Como é Feito

Postado em: 5 de maio de 2020

Atualizado por danijardim em 5 de maio de 2020

Espermograma, preparo e coleta, você sabe como é feito? Assim como as mulheres, muitos homens também podem vivenciar problemas de infertilidade ou dificuldades para engravidar.  Neste caso, existe um exame específico que pode testar a capacidade reprodutiva do homem, a fim de avaliar a produção testicular e constatar a infertilidade masculina ou outros problemas associados.  […]

Espermograma, preparo e coleta, você sabe como é feito? Assim como as mulheres, muitos homens também podem vivenciar problemas de infertilidade ou dificuldades para engravidar. 

Neste caso, existe um exame específico que pode testar a capacidade reprodutiva do homem, a fim de avaliar a produção testicular e constatar a infertilidade masculina ou outros problemas associados. 

Estamos falando do espermograma, um exame que tem como objetivo analisar a qualidade do sêmen, quantidade de espermatozóides, e condições físicas e químicas deles, para ajudar no diagnóstico dos problemas associados a infertilidade masculina.

Normalmente, o exame é solicitado para para investigar as possíveis causas de infertilidade de um casal, quando há dificuldades na concepção. Ele também pode ser solicitado após cirurgia de vasectomia se confirmar a eficácia do procedimento.

Muitas vezes, quando constatado algum problema é possível reverter a situação através de um tratamento adequado. É importante ressaltar que a constatação de um espermograma alterado não significa esterilidade definitiva.

O espermograma pode custar cerca de R$70 a R$180,00 dependendo do laboratório, embora também seja oferecido gratuitamente pelo SUS, devendo haver um certo preparo antes da sua realização.

Quer saber como o exame de espermograma, preparo e coleta devem ser feitos? Acompanhe o post abaixo!

Quando é o Espermograma é indicado?

médico segurando recipiente para espermograma

Em geral, o espermograma é feito quando se identifica uma certa dificuldade para engravidar.

Na maioria dos casos, o casal começa a se preocupar com uma possível infertilidade após meses de tentativas frustradas em engravidar. É nessa hora que o casal decide investigar as causas desta dificuldade.

Ambos devem procurar um médico para fazer os devidos exames para descobrir a origem do problema. No caso do homem, o médico costuma solicitar um espermograma completo, que avalia as condições de saúde do esperma, para ver se o homem é capaz de produzir espermatozoides em quantidades adequadas, se eles têm força e estão saudáveis o suficiente para conseguir chegar até o óvulo e fecundá-lo.

Além de investigar a infertilidade de um casal e espermograma pode ser feito por homens que não estão tentando engravidar no momento mas que desejam saber se existe alguma alteração na qualidade do sêmen que possa interferir em uma gravidez futura. Uma outra indicação do espermograma é após a realização de uma vasectomia a fim de avaliar a eficácia da cirurgia. 

Portanto, o espermograma é feito para, basicamente avaliar o funcionamento dos testículos e integridade do epidídimo, a fim de atestar a qualidade e quantidade de espermatozoides produzidos pelo homem.

Alterações mais comuns

Em geral, as alterações mais comumente encontradas durante a análise do sêmen no espermograma completo são:

  • Oligospermia – Quantidade de espermatozóides abaixo do normal;
  • Astenospermiaalteração que indica redução ou ausência de motilidade dos espermatozóides o que dificulta os mesmos a chegarem até o óvulo;
  • Necrospermia – Quantidade grande de espermatozóides mortos;
  • TeratospermiaQuando a maioria dos espermatozoides apresentam morfologia estranha ou anormal (Deformidades nos espermatozóides).
  • Azoospermia – Ausência total de espermatozoides no sêmen ejaculado.
  • Oligoastenospermiasêmen que apresenta diminuição da quantidade e na motilidade dos espermatozoides.
  • Leucospermia – Quantidade grande de leucócitos no líquido seminal o que geralmente está associado a algum tipo de infecção. 

Como é feito o espermograma?

paciente em consulta com médico para realizar o o espermograma

O espermograma deve ser feito em laboratório especializado.

O exame é realizado em laboratório especializado, com análise através de aparelhagem adequada (microscópio), que permite visualizar minuciosamente cada detalhe do sêmen, comparando com parâmetros normais para um diagnóstico correto e preciso.

Para realizar o exame, o paciente deve fornecer uma amostra de sêmen, que deve ser coletada, preferencialmente, no próprio laboratório por meio da masturbação. O material ejaculado deve ser depositado em um recipiente específico e fornecido pelo laboratório, para em seguida ser encaminhado para a análise.

Veja como proceder em detalhes com o espermograma preparo e coleta abaixo:

Espermograma: Preparo do paciente

Existe uma preparação específica para poder realizar o exame da forma correta, a fim de obter os resultados mais fiéis possíveis. Sendo assim, o paciente deve realizar o espermograma preparo da seguinte maneira:

  • O paciente deve ficar em abstinência sexual de três (mínimo) a cinco dias (máximo);
  • Não se masturbar pelo mesmo período, para que a quantidade e qualidade do esperma não seja afetada pela ejaculação; 
  • Antes da coleta, lavar muito bem as mãos e o órgão genital;
  • Alguns médicos recomendam o algumas restrições alimentares bem como abstinência alcoólica, que devem ser seguidas no prazo mínimo de 5 a 7 dias antes da coleta;
  • Não usar lubrificantes que possam interferir no resultado do exame e nem preservativos, pois eles contém espermicidas e lubrificantes que alteram o resultado do exame.

Todos esses cuidados devem ser seguidos à risca para que os resultados sejam mais fidedignos. Isso porque as ejaculações frequentes causam alterações de volume no sêmen e a abstinência prolongada causa alteração de motilidade e vitalidade dos espermatozóides, assim como certos alimentos e hábitos, que podem induzir a erros na interpretação final do exame.

Espermograma: Coleta

Para a coleta, o método utilizado deve ser a masturbação individual, preferencialmente dentro do próprio laboratório, usando como coletor de esperma uma placa de Petri ou frasco de boca larga estéril. 

A coleta não deve ser feita em casa, principalmente para evitar a contaminação, além de que alguns laboratórios não aceitam material que não tenha sido colhido na própria clínica. Já outros permitem que a coleta seja realizada na residência, desde que seguidas algumas normas de higiene, esterilização e tempo para entrega do material (até 30 minutos após a coleta).

Além disso, não se recomenda colher o esperma após o coito interrompido e nem através do preservativo, para não interferir no resultado do exame. Caso use preservativo, ele não deve conter espermicida e lubrificantes, e dessa forma, o preservativo contendo o material deve ser amarrado e envolvido em um pano, colocado debaixo da roupa próxima ao corpo e levado imediatamente ao laboratório. 

É importante também anotar a hora em que foi realizada a coleta para que seja levada em consideração na hora da análise laboratorial, já que o espermatozoide consegue sobreviver até 6 horas no pote de coleta para espermograma em condições adequadas.

Em laboratório, o exame é realizado com total privacidade, dentro de uma sala sozinho, pelo tempo que for necessário para conseguir efetuar a coleta do material.

Fatores que podem interferir nos exames

Algumas substâncias e condições de saúde prévia podem alterar o resultado dos exames, assim como o consumo de certos alimentos e maus hábitos, que podem influenciar no volume, cheiro e coloração do esperma.

Como por exemplo:

  • Tabagismo, por conta da nicotina presente no cigarro;
  • Álcool em excesso diminui o volume de esperma;
  • Exercícios em excesso;
  • Cafeína;
  • Substâncias psicotrópicas;
  • Estresse;
  • Chumbo;
  • Defeitos genéticos;
  • Alterações hormonais;
  • Infecções.

Como é analisado o material coletado

espermatozoides a serem avaliados em espermograma

Vários fatores são analisados em um espermograma.

A análise do sêmen no exame de espermograma ocorre em duas etapas, uma análise macroscópica e outra microscópica, ambas fundamentais para avaliação da qualidade e quantidade de espermatozoides capazes de fertilizar um óvulo.

A análise macroscópica é feita a olho nu, levando em consideração a avaliação de critérios como viscosidade, cor, pH, volume e o tempo que o sêmen leva liquefazer, ou seja, ficar completamente líquido. 

Já a análise microscópica envolve a análise de critérios que só podem ser observados em um microscópio, como concentração de espermatozoides por mL e por volume total ejaculado, motilidade, vitalidade e morfologia.

Após a sua liquefação, o esperma é coletado com pipeta ou micropipeta e colocado em lâmina comum ou especial para a sua visualização no microscópio. Normalmente, observa-se espermatozoides em grande número e extremamente agitados. 

No caso de não haver nenhum espermatozóide, o material deve ser centrifugado, principalmente em casos de oligospermia.

A partir dessas análises, o laboratório libera um laudo contendo todos os parâmetros relacionados ao exame de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde.

Veja cada parâmetro observado em mais detalhes abaixo:

Volume

Em média 3 ml (3 e 5 ml) em homens abaixo dos 40 anos de idade. Volumes menores ou iguais a 0,5 ml indicam alta possibilidade de patologias.

Consistência

No ato da ejaculação sêmen tem consistência gelatinosa, mas após 30 e 60 min, torna-se liquefeito em contato com o ar. Caso seja ejaculado em forma líquida, possivelmente há uma pouca quantidade de espermatozoides. Já se for muito espesso é considerado anormal.

Cor

A cor de um esperma considerado normal deve ser branco-acinzentado e opalescente. Em alguns casos a cor alterada pode indicar alguma patologia: sêmen amarelo pode estar associado a presença de infecção 

Reação

O valor de um pH normal de esperma pode variar entre 7,2 e 8,0.

Morfologia

Para avaliar a morfologia dos espermatozóides utiliza-se a técnica de esfregaço e coloração, a fim de observar características da cabeça, cauda e corpo dos espermatozoides. Considera-se normal existir 30% de formas anormais (cabeça globosa, cauda bífida, cauda curta ou ausência de cauda).

Outra avaliação muito importante na análise do espermograma é a chamada morfologia de Kruger. Neste caso são avaliados a porcentagem de espermatozoides perfeitos. considera-se normal uma valor acima de 4%. 

Contagem

Considera-se normal um valor igual ou maior que 15 milhões. Casos de hiperespermia não podem ser considerados patológicos; já casos de hipospermia e oligospermia são resultados anormais.

Motilidade

O mais importante na avaliação da motilidade é a chamada motilidade progressiva. Ou seja aqueles espermatozoides que se movimentam para frente. Esta classificação é dividida em 4 grupos de A a D

  • Motilidade grupo A: motilidade progressiva linear rápida
  • Motilidade grupo B: motilidade progressiva linear lenta ou motilidade progressiva não linear
  • Motilidade grupo C: Motilidade não progressiva (o espermatozóides se movimentam mas não vão para frente)
  • Motilidade grupo D: espermatozóides imóveis 

São considerados normais os espermogramas onde a soma das porcentagens do grupo A e B ultrapassam 32%

Exames complementares

Dependendo do resultado do espermograma e condição clínica do paciente, o médico especialista (urologista), poderá recomendar a realização de exames complementares, como por exemplo:

  • Espermograma sob magnificação, que permite uma análise mais precisa da morfologia do espermatozoide;
  • Fragmentação de DNA, que verifica a porcentagem de espermatozoides que possui DNA fragmentado
  • FISH, teste molecular realizado com o objetivo de verificar a quantidade de espermatozoides deficientes;
  • Teste de carga viral, normalmente solicitado para pacientes que possuem doenças virais, como HIV, por exemplo.

A coleta de sêmen também está indicada nos casos de preservação de fertilidade masculina como nos casos de homens que vão se submeter a um tratamento quimioterápico. Nestes casos as amostras para congelamento devem ser feitas antes do início do tratamento. 

Por fim, se após todos exames, for verificado a infertilidade masculina sem a possibilidade de engravidar naturalmente, é possível optar pela fertilização in vitro ou inseminação artificial.