NOVIDADES
Recentemente, duas novas tecnologias foram incorporadas à medicina reprodutiva numa tentativa de melhorar as taxas de gravidez. Paulatinamente, estamos utilizando-as com o objetivo de melhorar os resultados dos ciclos de fertilização, principalmente naquelas pacientes com múltiplas tentativas, sem sucesso.
Saiba mais sobre cada uma delas:
Hibridização Genômica Comparativa (CGH): a hibridização genômica comparativa – também conhecida pela sigla CGH, em inglês – é um procedimento que, a partir da biópsia do embrião, realiza uma análise genética pré-implantacional no intuito de detectar se há alterações no número de cromossomos ou em seus genes. Dessa forma, é possível triar os embriões mais saudáveis e aptos a se desenvolver bem dentro do útero. Na fertilização in vitro tradicional, os embriões são avaliados por meio do microscópio pela aparência e muitos deles parecem ser morfologicamente normais, mesmo que, em seu DNA, apresentem erros que impeçam a implantação. Pesquisas realizadas em embriões frutos de tratamentos de fertilização in vitro mostram que mais de 50% daqueles considerados normais apresentavam alterações genéticas, como aneuploidias, ou seja, a existência de um número de cromossomas diferente do habitual. Antes do CGH, a técnica mais consagrada para exame dos embriões era o diagnóstico genético pré-implantacional (PGD), que também rastreia doenças genéticas e anomalias cromossômicas. A diferença entre as duas tecnologias está no fato de o CGH ser bem mais avançado e conseguir avaliar todos os 23 pares de cromossomos, aumentando o sucesso de uma gravidez assistida. O PGD avalia somente 12 desses pares. Com o emprego da CGH, é possível escolher o melhor embrião para ser transferido durante o ciclo de fertilização in vitro, diminuindo os riscos de nascimentos de bebês com problemas genéticos e melhorando a taxa de gravidez em algumas pacientes selecionadas.
PRIMO Vision: este equipamento só está disponível em poucos centros de reprodução humana no mundo. No Brasil, chegou neste ano: 2011. O aparelho é uma câmera, que após ser acoplada à uma incubadora, no laboratório, fornece informações precisas sobre o desenvolvimento dos embriões. Novas imagens dos embriões são capturadas minuto a minuto, o que permite a detecção precisa de clivagens, fragmentações, multinucleação e muitos outros eventos importantes na cultura de embriões in vitro. Com o auxílio da câmera, os embriões são controlados individualmente em sua cultura de grupo. Após a análise das imagens, médico e embriologista podem tomar a melhor decisão sobre a seleção dos embriões que serão implantados, visando assegurar uma maior taxa de gravidez e parto e uma menor incidência de gravidez múltipla. O PRIMO Vision permite que os profissionais observem os embriões, sem perturbar ou interferir nas condições de incubação. Sabemos que mudanças de temperatura, pH, umidade, exposição à luz descontrolada, correntes elétricas ou movimentos bruscos podem ser prejudiciais para o desenvolvimento do embrião. Com o emprego da câmera acoplada à incubadora, os embriões permanecem imóveis e não são afetados. Esta nova tecnologia é especialmente importante para mulheres que não conseguem engravidar e já sofreram múltiplas falhas de implantação de embriões. Esta tecnologia ainda não tem uma aplicação rotineira em todos os tratamentos de reprodução assistida, mas o seu emprego é especialmente indicado para mulheres com múltiplas falhas de implantação, pois estas se beneficiarão muito com uma melhor seleção do embrião a ser transferido. Após o monitoramento contínuo realizado pelo embriologista, por meio das câmeras, o melhor embrião, do ponto de vista morfológico, poderá ser selecionado e implantando, aumentando as chances da gravidez. Veja, a seguir, como o funcionamento do PRIMO Vision:
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