ENDOSCOPIA

  • LAPAROSCOPIA

A laparoscopia é realizada no centro cirúrgico, com anestesia geral. Introduz-se uma óptica através da cicatriz umbilical, após incisão a bisturi na pele local, de forma a não comprometer a estética umbilical.  Esta óptica, que tem diâmetro de 1cm, possibilita a transmissão da imagem para um monitor colorido (videolaparoscopia). Permite, além do exame minucioso dos órgãos genitais internos, a realização de diversas cirurgias de modo minimamente invasivo, isto é, com menor agressão ao organismo que o corte do abdome (laparotomia). Com mais dois ou três orifícios próximos aos pêlos pubianos, podemos realizar praticamente todas as cirurgias para promoção da fertilidade, como a plástica tubária, que consiste na recuperação morfológica e funcional da tuba. A laparoscopia auxilia, com propriedade, o tratamento de endometriose, aderências, diversas alterações tubárias e miomas.

  • HISTEROSCOPIA

Histeroscopia diagnóstica: geralmente é feita em consultório (ambulatório). Possibilita examinar em detalhes e em cores o interior do útero. Uma óptica fina é introduzida no útero através da vagina e a imagem é transmitida para um monitor colorido;

Histeroscopia cirúrgica: é feita no centro cirúrgico. Com esta técnica é possível retirar miomas submucosos, pólipos ou realizar lise de sinéquia (aderência intra-uterina) e septoplastia (tratamento de septos intra-uterinos). Sinéquias e septos são diferentes quanto à etiologia, mas se assemelham na forma de tratamento. Ambos são comunicações entre as paredes uterinas, isto é, elas ficam unidas, diminuindo o espaço interno. O instrumental histeroscópico possibilita a ampliação da cavidade uterina.

Leia mais sobre a importância da histeroscopia.

  • CIRURGIAS ROBÓTICAS

Tendência mundial em cirurgias minimamente invasivas, a cirurgia robótica, disponível no Brasil em dois hospitais da cidade de São Paulo, é mais uma alternativa terapêutica para pacientes quem sofrem com doenças ginecológicas como a endometriose, o câncer cervical e os miomas em quadro avançado. Nos Estados Unidos, 500 robôs já estão sendo utilizados por centros médicos de todo o país. Podemos dizer que a cirurgia robótica é uma forma mais avançada da videolaparoscopia. Na verdade, o cirurgião lida com duas máquinas. A primeira é o robô propriamente dito, com quatro braços finos e longos. Na ponta de um deles, há uma câmera. Na ponta dos outros três, as pinças cirúrgicas. No corpo do paciente são abertas minúsculas incisões, de cerca de 1 cm, por onde entram os braços do robô. A segunda máquina é uma espécie de controle remoto, operado pelo cirurgião. O médico vê o corpo do paciente num visor e comanda o robô usando uma luva especial. Cada movimento é fielmente imitado pelo computador. Os braços do robô conseguem repetir todos os movimentos da mão humana – são mais versáteis que as pinças da laparoscopia – e em diferentes escalas. Como a precisão das cirurgias robóticas é infinitamente maior, a técnica facilitará a realização de intervenções em casos mais complicados, como em áreas do corpo onde os cirurgiões evitavam a intervenção cirúrgica anteriormente, por causa do número elevado de nervos. A operação robótica reúne todas as vantagens das cirurgias minimamente invasivas. 

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